Bahia e Vitória fazem tira-teima histórico neste sábado; quem vencer assume a dianteira nas finais do Baiano
Por Redação do Vitória em Destaque — Salvador | 4 de março de 2026
SALVADOR — Bahia e Vitória decidem o Campeonato Baiano pela 30ª vez na história. Não é apenas uma final. É o desempate da própria memória. O Esquadrão, campeão no ano passado, chegou a 15 conquistas sobre o rival em decisões estaduais. O Leão também tem 15. Quem levantar a taça na Arena Fonte Nova assumirá a dianteira desta rivalidade que atravessa gerações e enterra ilusões.
O Campeonato Baiano, segundo estadual mais antigo do Brasil, já mudou de fórmula como quem troca de roupa: pontos corridos, quadrangular, triangular. Mas finais oficiais, registradas em regulamento, foram 29. A de 2026 será a 30ª — e carrega o peso de todas as anteriores.
Há capítulos que parecem invenção de dramaturgo. O chamado “Ba-Vi de Raudinei”, em 1994, decidiu a competição dentro de um triangular. Não foi final formal, embora tenha sido decisivo. Em 1989, o título também passou por um clássico na rodada derradeira de quadrangular. Oficialmente, contudo, não eram finais.
E houve 1999. Ah, 1999. Vitória no Barradão, Bahia na Fonte Nova, nenhum jogo, dois campeões. Uma decisão resolvida no tapetão, com estádios separados e a glória dividida ao meio. Por isso, são 30 títulos conquistados em 29 finais disputadas entre eles.
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A contabilidade da paixão
O Bahia soma 15 títulos em finais contra o Vitória: 1947, 1950, 1958, 1959, 1974, 1975, 1976, 1979, 1981, 1998, 1999, 2012, 2014, 2018 e 2025.
O Vitória também tem 15: 1955, 1957, 1964, 1972, 1997, 1999, 2000, 2004, 2005, 2009, 2010, 2013, 2016, 2017 e 2024.
O primeiro encontro em final ocorreu pelo Baianão de 1947, disputado em janeiro de 1948. O Bahia venceu por 3 a 1 e levantou a 10ª taça estadual. O Vitória só conquistaria seu primeiro título sobre o rival em decisão em 1955, numa melhor de três que terminou em 1º de janeiro de 1956, justamente no aniversário de 25 anos do Esquadrão — ironia que o futebol adora cultivar.
Nos anos 70, o Bahia reinou: quatro finais vencidas. Nos anos 2000, o Vitória respondeu com quatro conquistas. A rivalidade não aceita hegemonias longas. Ela prefere alternar sofrimento.
O último capítulo
Na temporada passada, o Bahia levou a melhor. Venceu por 2 a 0 na Fonte Nova e segurou empate por 1 a 1 no Barradão para erguer a 51ª taça estadual. Agora, o reencontro tem contornos de revanche para uns e confirmação para outros.
A decisão será em jogo único. Empate leva aos pênaltis. A bola rola às 17h (de Brasília), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova.
No gramado, 22 homens. Nas arquibancadas, milhares de vozes. Na história, um número será alterado. E alguém, inevitavelmente, dormirá campeão — enquanto o outro aprenderá, mais uma vez, que o Ba-Vi não admite covardes.
Fontes: Federação Bahiana de Futebol; registros históricos do Campeonato Baiano; arquivos oficiais de Bahia e Vitória.


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