Bahia e Vitória fazem neste sábado, na Arena Fonte Nova, o tira-teima das finais estaduais; quem vencer assumirá a dianteira histórica no confronto decisivo.
Por Redação Vitória em Destaque — Salvador | 3 de março de 2026
SALVADOR — Há clássicos que valem três pontos. Há clássicos que valem uma taça. E há o Ba-Vi que vale a memória. Neste sábado, às 17h, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Bahia e Vitória entram em campo para disputar a 32ª final oficial de Campeonato Baiano entre os dois. Não é apenas mais uma decisão. É o desempate de uma história que insiste em não escolher dono.
O placar da eternidade está empatado: 16 títulos para cada lado em decisões diretas. O Bahia, campeão no ano passado, igualou o rival. Agora, quem levantar a taça assume a dianteira dessa disputa que atravessa gerações, arquibancadas e sobrenomes.
O peso do passado
O Campeonato Baiano, segundo estadual mais antigo do país, já experimentou fórmulas diversas — pontos corridos, quadrangulares, triangulares. Mas finais oficiais entre Bahia e Vitória, registradas em regulamento, foram 31. Esta será a 32ª.
Nem sempre foi simples. Em 1994, o célebre “Ba-Vi de Raudinei” decidiu o campeonato dentro de um triangular — não houve final formal. Em 1989, o título também veio em formato distinto. E em 1999, numa das páginas mais insólitas do futebol brasileiro, Bahia foi à Fonte Nova, Vitória ao Barradão, ninguém jogou, e ambos foram declarados campeões. Assim, somam 32 títulos em 31 finais disputadas.
O clássico, como se vê, não se limita às quatro linhas. Ele também habita o improvável.
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As origens do duelo
O Bahia nasceu em 1931 e já levantou o estadual naquele mesmo ano. Mas o primeiro Ba-Vi decisivo veio apenas em 1947, disputado em janeiro de 1948. O Tricolor venceu por 3 a 1 e conquistou sua décima taça.
O Vitória precisou esperar até 1955 para vencer o rival em uma final. Foi em melhor de três jogos, encerrada com um dramático 4 a 3 em primeiro de janeiro de 1956 — no aniversário de 25 anos do Bahia. Ironias que só o futebol produz.
Desde então, houve alternâncias de domínio. O Bahia reinou nos anos 70, vencendo quatro finais (1974, 1975, 1976, 1979). O Vitória respondeu na primeira década dos anos 2000, com conquistas em 2000, 2004, 2005 e 2009.
No último encontro decisivo, em 2025, o Bahia levou a melhor: venceu por 2 a 0 na Fonte Nova e empatou por 1 a 1 no Barradão para erguer sua 51ª taça estadual.
O agora
A final deste sábado será em jogo único. Empate no tempo normal levará à disputa por pênaltis — algo inédito em finais estaduais entre os dois. E poucas coisas são mais solitárias do que a caminhada até a marca da cal.
O Bahia joga em casa por ter feito melhor campanha. Mas o clássico não reconhece mandante. Ele ignora favoritismos e transforma o previsível em fábula.
Quando a bola rolar às 17h, não estarão em campo apenas 22 jogadores. Estarão 90 anos de provocações, glórias, fantasmas e redenções. O vencedor assumirá a ponta do duelo histórico. O derrotado carregará o silêncio.
Local: Casa de Apostas Arena Fonte Nova, Salvador
Data: 6 de março de 2026, 17h (horário de Brasília)
Competição: Final única do Campeonato Baiano
Histórico em finais: 16 títulos para cada lado
Fontes: Federação Bahiana de Futebol; registros históricos do Campeonato Baiano.


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