Rubro-Negro Colossal tenta retomar o caminho das vitórias no Brasileirão
O Vitória chega ao Rio de Janeiro ainda com a classificação diante do Athletico-PR latejando na memória. Foi uma daquelas noites em que o futebol abandona a matemática, rasga os prognósticos e lembra ao torcedor que o impossível, às vezes, é apenas uma palavra dita antes do jogo.
Agora, porém, não há tempo para contemplação. O Campeonato Brasileiro bate à porta. E bate com a delicadeza de uma cobrança.
Jair Ventura teve apenas dois treinamentos para preparar a equipe para o confronto com o Flamengo. É pouco tempo para corrigir defeitos, consolidar ideias e escolher entre sistemas diferentes. No futebol, entretanto, ninguém pergunta quanto tempo houve para treinar quando a bola começa a rolar.
O adversário também impõe suas próprias circunstâncias. O Flamengo tem a força de sua camisa, o peso de sua torcida e a obrigação permanente de vencer. Para o Vitória, será uma noite em que cada minuto poderá parecer maior do que o anterior.
E existe uma velha verdade do futebol: quando a bola rola, a camisa não joga sozinha. É preciso correr, marcar, sofrer e, principalmente, sobreviver aos momentos em que o adversário parece dono do mundo.
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Desfalques e retornos
Jair Ventura terá problemas importantes para montar a defesa. Os zagueiros Cacá e Luan Cândido estão suspensos e não poderão enfrentar o Flamengo. São duas ausências que obrigam o treinador a procurar soluções em uma partida na qual qualquer desatenção pode custar caro.
Em compensação, o volante Pochettino está novamente à disposição. O jogador ficou fora da classificação contra o Athletico-PR porque não estava inscrito na Copa do Brasil, mas pode ser utilizado no Maracanã.
Outra novidade é Martínez. O meia cumpriu suspensão no mata-mata e deve retornar à equipe titular. Sua presença oferece ao Vitória uma alternativa importante para dar equilíbrio ao meio-campo e tentar controlar, ainda que por alguns momentos, o ritmo imposto pelo Flamengo.
O departamento médico, entretanto, continua cheio. Rúben Ismael está na transição física, enquanto Camutanga, Edu, Dudu, Nathan Mendes e Anderson Pato seguem em recuperação de lesões.
- Cacá: suspenso.
- Luan Cândido: suspenso.
- Pochettino: retorna e está à disposição.
- Martínez: retorna após cumprir suspensão.
- Rúben Ismael: em transição física.
- Camutanga, Edu, Dudu, Nathan Mendes e Anderson Pato: em recuperação de lesões.
Escalação do Vitória
A principal dúvida de Jair Ventura está no desenho tático. O treinador pode utilizar uma formação com três defensores ou optar pelo tradicional 4-3-3.
Se escolher três jogadores na linha de defesa, Caíque Gonçalves aparece como candidato a atuar improvisado ao lado de Brítez e Edenilson. Nesse cenário, Erick ganharia uma função mais aberta pela direita, ocupando o corredor e ajudando o time a sair para o ataque.
Há, porém, outra possibilidade. Jair Ventura pode optar pelo 4-3-3. Nesse caso, Fabiano Souza assumiria a lateral direita, enquanto Caíque faria dupla de zaga com Brítez. Edenilson começaria no banco e Erick voltaria a exercer uma função mais ofensiva.
No ataque, a tendência é que a dupla de centroavantes utilizada diante do Athletico-PR seja desfeita. Renato Kayzer deve começar entre os reservas, enquanto Matheuzinho aparece mais adiantado e Renê permanece como referência ofensiva.
O meio-campo também deve ganhar uma nova configuração. Zé Vitor pode formar o trio central ao lado de Baralhas e Martínez, dando ao time uma combinação de marcação, intensidade e saída de bola.
É uma escalação que ainda carrega interrogações. E talvez seja justamente essa a parte mais fascinante do futebol: antes da bola, tudo é hipótese. Depois dela, tudo vira sentença.
Provável escalação do Vitória
Lucas Arcanjo; Caíque Gonçalves, Brítez e Edenilson (Fabiano Souza); Erick, Baralhas, Martínez, Zé Vitor e Ramon; Matheuzinho e Renê.
Vitória busca reação no Brasileirão
O Rubro-Negro soma 26 pontos e ocupa a 13ª colocação do Campeonato Brasileiro. A campanha ainda exige atenção, especialmente porque a equipe atravessa um jejum de três partidas sem vencer na competição.
A Copa do Brasil, entretanto, mudou o ambiente. Uma classificação histórica pode não colocar pontos automaticamente na tabela, mas devolve ao elenco uma coisa que nenhuma estatística consegue registrar: a sensação de que ainda é possível.
CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO
Contra o Flamengo, essa sensação será colocada à prova.
O Maracanã estará lá, imenso, barulhento, quase teatral. O Flamengo também. E o Vitória terá de entrar em campo como quem sabe que o futebol não respeita lógica, orçamento ou prognóstico.
Porque, no fim das contas, o jogo será decidido por homens. Homens cansados, nervosos, corajosos, imperfeitos. E talvez seja justamente por isso que o futebol continue sendo o último lugar onde o impossível ainda pode acontecer.



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