Após a goleada por 4 a 0 sobre o Athletico-PR, Jair Ventura exaltou a atuação do Vitória e afirmou que o Rubro-Negro é um time difícil de ser estudado.
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| Jair Ventura comemora em goleada do Vitória sobre o Athletico-PR — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória |
Salvador — O Vitória entrou carregando o peso da derrota por 2 a 0 em Curitiba e saiu entre os oito melhores da Copa do Brasil depois de atropelar o Athletico-PR por 4 a 0. No fim da batalha, Jair Ventura apareceu sereno, mas com um sorriso de quem acabara de acertar as contas com o destino.
O treinador revelou que ouviu declarações da comissão técnica adversária antes da partida e aproveitou a classificação para responder em tom provocativo. Segundo ele, o Vitória não pode ser resumido a um único sistema de jogo e, justamente por isso, exige muito mais de quem tenta decifrá-lo.
"Eu vi um pouco da coletiva do nosso adversário, que estudou muito o Vitória. Mas estudar a gente é difícil porque o Vitória não é um time de uma nota só. Já jogamos com dois atacantes, com três zagueiros, em diferentes formações. Tem que estudar um pouco mais. Só dois jogos não bastam para entender tudo o que esse time faz", afirmou o treinador.
Ventura classificou a atuação rubro-negra como impecável. O Vitória iniciou a partida pressionando desde os primeiros minutos, sufocou a saída de bola do Athletico e manteve intensidade durante todo o confronto. Mesmo depois de construir a vantagem necessária para a classificação, a equipe continuou atacando até transformar a vitória em goleada.
O treinador destacou que todas as substituições tiveram caráter ofensivo. Fabri entrou e participou diretamente do quarto gol ao servir Marinho, que marcou pela primeira vez desde o retorno ao clube. Para Jair, ninguém entrou para administrar resultado. O Vitória escolheu atacar até o apito final.
Outro ponto valorizado foi a campanha construída diante de adversários que ocupam as primeiras posições do Campeonato Brasileiro. Antes do Athletico-PR, o Rubro-Negro já havia eliminado o Flamengo. Para o comandante, isso demonstra a competitividade da equipe mesmo convivendo com críticas e momentos de instabilidade.
Jair também recordou uma oportunidade desperdiçada por Renê logo aos três minutos da partida de ida, em Curitiba. Na avaliação do treinador, pequenos detalhes mudam completamente a história de um confronto de 180 minutos. Desta vez, porém, a bola entrou. Renê marcou duas vezes, Erick voltou a balançar as redes e o ataque reencontrou a eficiência que havia desaparecido nas últimas partidas.
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A classificação ainda encerrou uma sequência negativa do Vitória, que acumulava quatro jogos sem marcar gols e três derrotas consecutivas. Jair preferiu tratar o resultado como um alívio, não como motivo para acomodação. Segundo ele, o futebol exige respostas rápidas, e a próxima missão já está marcada: enfrentar o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Ao comentar a pressão sofrida durante a fase ruim, Ventura recorreu ao bom humor e relembrou uma frase eternizada por Levir Culpi. Chamou a si mesmo de "burro com sorte", explicando que, naquela noite, as mudanças deram resultado porque os jogadores responderam dentro de campo.
Outros destaques da entrevista
- Jair afirmou que o Vitória precisava provar sua força apenas para quem acreditava no trabalho desenvolvido internamente e fez questão de elogiar o presidente Fábio Mota pelo apoio dado ao elenco.
- O treinador atribuiu a postura agressiva da equipe à preparação tática para pressionar desde o primeiro minuto e explorar os espaços deixados pelo Athletico-PR, destacando que ambos os lados estudaram o confronto.
- Sobre a campanha na Copa do Brasil, ressaltou que o grupo busca equilíbrio entre os jogos dentro e fora de casa, reconhecendo que ainda há evolução necessária nas partidas como visitante.
- Ventura elogiou a atuação da arbitragem pelo controle do tempo de acréscimos e explicou que utilizou novamente um modelo tático flexível, ressaltando que o elenco está preparado para atuar em diferentes formações e posições.
- Na avaliação do treinador, a entrega dos jogadores foi decisiva. Segundo ele, havia sempre vários atletas do Vitória disputando cada bola, o que simbolizou a intensidade apresentada durante toda a partida.
- Jair revelou ainda que conversou particularmente com Renê antes do confronto, mas preferiu manter o conteúdo em sigilo. Explicou que cada atleta exige uma forma diferente de liderança e comemorou a recuperação do atacante, autor de dois gols na classificação.
- Ao projetar o duelo contra o Flamengo, o treinador lembrou que terá problemas para montar o sistema defensivo em razão das ausências de zagueiros, mas afirmou que escolherá aqueles que estiverem em melhor condição para atuar.


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