Existe algo de trágico no futebol. O torcedor olha para a arquibancada, vê a camisa rubro-negra correndo no gramado e imagina um exército inteiro. Mas, nos corredores silenciosos do departamento médico, o clube vive outra realidade: homens partidos, joelhos reconstruídos, músculos rasgados e carreiras suspensas entre aparelhos, gelo e esperança.
O Vitória atualizou nesta segunda-feira a situação dos atletas entregues ao departamento médico. São oito jogadores fora de combate. Oito ausências que pesam sobre um elenco já desgastado pela sequência brutal de jogos da temporada.
A derrota para o Bragantino, em Bragança Paulista, expôs mais uma vez a profundidade do problema. Enquanto Jair Ventura tentava reorganizar a equipe em campo, havia uma espécie de time invisível espalhado pelas salas de recuperação, fisioterapia e tratamento.
Dudu segue em tratamento após cirurgia na região lombar. Edu continua o lento processo de recuperação da reconstrução do tendão calcâneo esquerdo. Mateus Silva permanece afastado por lesão muscular. Camutanga ainda tenta reaparecer depois da grave lesão no pé.
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Riccieli trata problema na panturrilha esquerda. Pedro Henrique vive fase de transição física. Rúben Ismael continua em recuperação após cirurgia de LCA no joelho esquerdo. Anderson Pato também segue entregue ao departamento médico depois de procedimento no menisco.
- Dudu: pós-cirúrgico na coluna lombar; segue em tratamento.
- Edu: recuperação de cirurgia no tendão calcâneo esquerdo.
- Mateus Silva: lesão muscular na parte anterior da coxa esquerda.
- Camutanga: recuperação de cirurgia após lesão Lisfranc no pé.
- Riccieli: lesão na panturrilha esquerda.
- Pedro Henrique: em transição física após lesão no adutor esquerdo.
- Rúben Ismael: pós-cirúrgico de LCA no joelho esquerdo.
- Anderson Pato: recuperação de cirurgia no menisco do joelho direito.
O futebol brasileiro devora corpos numa velocidade desumana. Um jogador mal retorna e outro já cai. A temporada se transforma num moinho cruel de músculos, ligamentos e tendões. E o Vitória sente isso como poucos.
Jair Ventura tenta sobreviver entre improvisações, suspensões e limitações físicas. A cada rodada, o treinador parece obrigado a montar um quebra-cabeça incompleto, onde sempre falta uma peça essencial.
Ainda assim, o Vitória segue. Porque o futebol possui essa brutalidade poética: mesmo ferido, mesmo cansado, mesmo mutilado por lesões, o clube é obrigado a continuar correndo atrás da próxima partida — como quem tenta escapar do próprio destino.


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