Sem Renê, mas com Jamerson e Neris de volta, o Vitória enfrenta o Confiança em jogo decisivo pela Copa do Nordeste — onde a lógica pouco importa e a necessidade grita.
O Vitória entra em campo nesta quarta-feira, às 21h30, contra o Confiança, no Batistão, pela última rodada da fase de grupos da Copa do Nordeste. E não entra leve — entra pressionado, como quem carrega nas costas o peso invisível da classificação.
O Vitória encerrou sua preparação com uma notícia que é meio alívio, meio lamento: Renê não tem lesão. Mas não joga. Será preservado após deixar o último confronto com dores no tornozelo. No futebol, meu caro e minha cara, há ausências que gritam mais do que presenças.
E aqui mora a ironia mais saborosa: o artilheiro da Copa do Nordeste, com três gols, assiste de fora justamente quando o time mais precisa dele. O goleador vira espectador — e o espetáculo não espera. margin
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Por outro lado, como em toda tragédia bem escrita, há o alívio que chega atrasado. Jamerson e Neris voltam. Um recompõe a lateral, o outro reforça a zaga. São retornos que não empolgam multidões, mas sustentam estruturas. E no futebol, às vezes, sobreviver é mais importante do que brilhar.
A lista de desfalques, no entanto, é quase um inventário de ausências: Gabriel, Mateus Silva, Claudinho, Edu, Camutanga, Riccieli, Rúben Ismael, Dudu, Gabriel Baralhas, Pedro Henrique, Renato Kayzer e, claro, Renê. É um time que joga com quem tem — e não com quem gostaria.
Diante desse cenário, Jair Ventura faz o que todo técnico faz quando encurralado: aposta no essencial. Deve mandar a campo força principal, porque a classificação não aceita desculpas.
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Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido (Edenilson) e Ramon; Caíque, Zé Vitor e Emmanuel Martínez; Erick, Matheuzinho e Fabri (Renzo López ou Osvaldo).
Líder do Grupo A com nove pontos, o Vitória entra em campo com a vantagem — mas também com o risco. Porque liderar, no futebol, é uma posição confortável até o momento em que deixa de ser.
O adversário é o Confiança. E aqui cabe um aviso aos distraídos: não existe adversário fácil para quem ainda precisa provar alguma coisa. E o Vitória, neste momento, precisa provar tudo.
No fim, resta a velha máxima: o jogo começa antes do apito e termina depois do resultado. E, entre um e outro, o que se vê não é apenas futebol — é o drama humano em chuteiras.
Porque o Vitória joga sem seu artilheiro. Mas joga com sua necessidade. E a necessidade, meu amigo, costuma ser o mais perigoso dos jogadores.


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