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Vitória sofre com erros de arbitragem e reacende debate sobre a confiabilidade do campeonato

Leão abre o placar, mas vê o jogo escapar entre decisões contestadas e um silêncio incômodo do VAR na Arena da Baixada.

Matheuzinho em Athletico x Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Matheuzinho em Athletico x Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Por Redação do Vitória em Destaque — Curitiba, 26 de abril de 2026
O Vitória fez o mais difícil: saiu na frente. E depois fez o mais doloroso: assistiu ao jogo lhe ser arrancado — não só pelo adversário, mas por decisões que deixam mais perguntas do que respostas.

O futebol, às vezes, não é jogado. É decidido. E na Arena da Baixada, o Vitória experimentou essa sensação incômoda: a de que a partida escapava não apenas pelos pés, mas pelo apito.

O Leão abriu o placar com a dignidade dos que não pedem licença. Aos 22 minutos, Matheuzinho serviu Renê — e Renê não hesitou. Invadiu, respirou e acertou o ângulo. Um gol que não foi apenas bonito. Foi um grito. Um aviso. Uma afronta à lógica de quem achava o Vitória condenado.

GOL DE RENÊ 

Mas o futebol, esse velho canalha, costuma cobrar caro por qualquer ousadia. E cobrou. Aos 34 minutos, veio o empate do Athletico — em um pênalti que nasce já cercado de dúvida. Falta? Sim, marcou-se. Convicção? Essa ninguém viu. O árbitro Bruno Arleu apontou para a marca da cal sem recorrer ao VAR. E aqui começa o incômodo: quando o erro não é revisado, ele deixa de ser apenas erro — vira escolha.

E o Vitória, que já lutava contra o adversário, passou a lutar contra a sensação de injustiça. Porque há jogos em que o time enfrenta 11. E há jogos em que enfrenta algo mais difuso, mais invisível — e, por isso mesmo, mais perigoso.

Na segunda etapa, o roteiro seguiu cruel. O Athletico virou nos acréscimos, num gol insistente, quase teimoso, de Viveros. E ainda houve tempo para o terceiro, com Luiz Gustavo, como quem fecha uma conta que já parecia injusta desde o início.

Mas não foram apenas os gols. Houve mais. Muito mais. Luiz Gustavo, em lance duro com Zé Vitor, ficou apenas no amarelo. Arthur Dias repetiu a dose em Renê. E o VAR, novamente, assistiu. Quieto. Inerte. Como se o jogo fosse um filme antigo, daqueles em que nada pode ser alterado.

E é aí que nasce o maior dos paradoxos: o futebol moderno tem tecnologia para corrigir erros — mas às vezes escolhe não corrigir. O recurso existe, mas o silêncio prevalece. E o silêncio, no futebol, é sempre suspeito.

O Vitória perde por 3 a 1. Esse é o fato. Mas o jogo deixa uma sensação que não cabe na tabela. O time permanece com 15 pontos, na 13ª posição. Porém, a classificação não traduz o sentimento. Porque há derrotas normais. E há derrotas que incomodam.

CANAL VITÓRIA EM DESTAQUE 

Lucas Arcanjo, por sua vez, fez o que pôde. Defendeu como quem tenta adiar o inevitável. E, por alguns momentos, conseguiu. Mas nem sempre o goleiro salva quando o jogo parece escapar por outros caminhos.

O próximo compromisso será contra o Confiança, pela Copa do Nordeste. Um novo jogo. Uma nova chance. Porque no futebol, apesar de tudo, sempre há outro capítulo. E o Vitória, mesmo ferido, ainda escreve sua história.

Ficha técnica
  • Jogo: Athletico 3 x 1 Vitória
  • Competição: Campeonato Brasileiro – 13ª rodada
  • Local: Arena da Baixada, Curitiba
  • Data: 26/04/2026
Escalações

Athletico: Santos; Esquivel, Terán e Arthur Dias; Benavídez, Luiz Gustavo, Portilla e João Cruz; Mendoza, Bruninho e Viveros. Técnico: Odair Hellmann.

Vitória: Lucas Arcanjo; Edenilson, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque, Zé Vitor e Martínez; Erick, Matheuzinho e Renê. Técnico: Jair Ventura.

Arbitragem
  • Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (RJ)
  • Assistente 1: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ)
  • Assistente 2: Cipriano da Silva Sousa (TO)
  • VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
  • Quarto árbitro: Paulo Henrique Schleich Vollkopf (MS)

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