Com desfalques importantes e dúvidas no meio-campo, Jair Ventura fecha preparação para o clássico que decidirá o Campeonato Baiano
Na tarde desta sexta-feira, o técnico Jair Ventura encerrou a preparação rubro-negra para o clássico que decidirá o Campeonato Baiano. Durante toda a semana, o treinador teve algo raro no calendário do futebol brasileiro: tempo. Tempo para treinar. Tempo para pensar. Tempo para imaginar o impossível.
Porque todo Ba-Vi tem algo de fatalidade. É menos um jogo e mais um capítulo da história da cidade. Em Salvador, há duas certezas eternas: o mar e o clássico.
E neste sábado, às 17 horas, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o Vitória entrará em campo como visitante diante de uma torcida única do Bahia. O cenário pode parecer hostil, mas o futebol, como a vida, adora contrariar expectativas.
Jair Ventura chega à decisão com um problema que todo treinador conhece bem: a matemática cruel dos desfalques. Entre suspensões, lesões e atletas não inscritos, são dez ausências confirmadas no elenco rubro-negro.
A baixa mais sentida talvez seja a do volante Caíque Gonçalves, expulso na semifinal. Sem ele, o treinador deve recorrer novamente a um esquema com três zagueiros — uma tentativa de equilibrar prudência e coragem.
Outro nome que desperta curiosidade no torcedor é Anderson Pato. Regularizado nesta sexta-feira, o jovem atacante não poderá disputar a final porque já atuou no Campeonato Baiano pela Juazeirense. O futebol tem dessas pequenas crueldades burocráticas.
Entre os desfalques, aparecem jogadores em diferentes situações — alguns lesionados, outros ainda em transição física e alguns simplesmente fora da inscrição no estadual.
CANAL VITÓRIA EM DESTAQUE
• Caíque Gonçalves (suspenso)
• Anderson Pato (já atuou pelo Juazeirense no Baiano)
• Diego Tarzia e Cacá (não inscritos)
• Claudinho, Renzo López e Alexandre Fintelman (transição)
• Nathan Mendes, Dudu, Luan Cândido e Rúben Ismael (lesionados)
Diante dessas ausências, o time provável do Vitória para a final surge quase como uma equação emocional, em que cada peça precisa compensar a falta da outra.
Lucas Arcanjo; Neris (Edenilson), Camutanga e Edu; Mateus Silva, Gabriel Baralhas, Emmanuel Martínez e Ramon; Erick, Matheuzinho e Renato Kayzer.
Se o futebol fosse lógica pura, talvez o resultado de um clássico pudesse ser previsto. Mas o Ba-Vi nunca respeitou a lógica. Ele prefere o drama.
E talvez seja por isso que cada edição do clássico pareça sempre inédita. O passado pesa. A camisa pesa. A cidade inteira pesa.
Neste sábado, quando a bola rolar na Fonte Nova, duas possibilidades vão disputar o destino: o grito de campeão ou o silêncio da frustração.
Se alguém vencer, levanta o troféu. Se houver empate, o título será decidido nas cobranças de pênaltis.
E o pênalti, como diria qualquer cronista apaixonado pelo futebol, é o instante em que o destino escolhe um lado.
No fundo, o Ba-Vi é sempre isso: um duelo entre a razão e o delírio. E Salvador, como toda cidade apaixonada, prefere o delírio.



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