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Vitória se impõe no Barradão, goleia o Coritiba e encosta na parte de cima da tabela

Coxa perde zagueiro no primeiro tempo, e Leão transforma vantagem em espetáculo de autoridade no Barradão

Renê em Vitória x Coritiba (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)
Renê em Vitória x Coritiba (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)

Por Redação do Vitória em Destaque — Salvador

O futebol, às vezes, é um teatro de justiça tardia. E outras vezes, como neste sábado, é um tribunal sumário. O Vitória, que tantas vezes saiu de campo com a sensação de ter sido julgado sem defesa, resolveu inverter o roteiro: vestiu a toga, ergueu o martelo e condenou o Coritiba a uma goleada inapelável. Foi 4 a 1 — mas poderia ter sido mais, porque havia, no ar, uma fome antiga.

O Barradão não foi apenas estádio. Foi arena, foi confissão, foi desabafo coletivo. O torcedor não gritava apenas gols — gritava verdades acumuladas. E o time respondeu como respondem os grandes personagens trágicos: com exagero, com fúria, com uma dignidade quase violenta.

Primeiro tempo

O Vitória começou como quem já sabia o final da história. Aos três minutos, Erick avisou que a noite seria longa para o adversário. Aos 14, veio o primeiro golpe: Luan Cândido cruzou rasteiro, e Renê, com a simplicidade dos inevitáveis, empurrou para o gol. Era o 1 a 0 — e o início da sentença.

O Coritiba ainda respirava, mas já dava sinais de vertigem. Aos 25 minutos, Tiago Cóser cometeu o pecado capital: falta como último homem. Expulsão. E ali, como diria o poeta louco, o jogo acabou — mesmo que ainda houvesse tempo no relógio.

Melhores Momentos Primeiro tempo

Na cobrança da falta, Zé Vitor ampliou. O Vitória não apenas jogava: encenava. Cada passe tinha intenção, cada avanço tinha destino. Ainda assim, no apagar das luzes do primeiro tempo, Pedro Rocha descontou de cabeça. Um gol quase clandestino, um suspiro no meio da avalanche.

Segundo tempo

Se havia dúvida, ela durou exatos nove minutos. Renê, personagem central da noite, serviu Diego Tarzia, que fez o terceiro. Era o gol que não apenas ampliava — sepultava.

Três minutos depois, o roteiro ganhou contornos de ironia. Pênalti. Erick, o homem que recentemente precisou se defender fora de campo, foi para a bola. E converteu. Gol. Redenção. O futebol, às vezes, é cruel — mas também sabe ser irônico.

O restante da partida foi um exercício de controle. O Vitória diminuiu o ritmo, mas não a autoridade. O Coritiba, reduzido e resignado, já não atacava — apenas existia em campo, como figurante de uma história que não lhe pertencia mais.

No fim, o placar de 4 a 1 não foi apenas um resultado. Foi uma resposta. O futebol, esse velho dramaturgo, às vezes demora — mas quando responde, responde alto.

Melhores Momentos Segundo tempo


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