Há algo de trágico — e profundamente humano — em um time que se prepara em silêncio depois de uma derrota. O Vitória treinou uma única vez. Uma única tarde para reorganizar o caos.
O técnico Jair Ventura comandou atividades táticas e exibiu vídeos do adversário. Um ritual quase cirúrgico. Como se cada imagem pudesse corrigir o erro que já aconteceu — e que insiste em ecoar.
Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Camutanga, Cacá e Ramon; Caíque Gonçalves, Gabriel Baralhas e Emmanuel Martínez; Erick, Matheuzinho e Renato Kayzer.
Eis o paradoxo: repetir pode ser insistência — ou redenção. O treinador aposta na mesma formação que falhou dias antes. Não por teimosia, mas por convicção. Porque, no futebol, às vezes o erro não está no elenco, mas no instante.
Não há novos lesionados. Não há suspensos. Apenas a memória recente de um jogo que ainda não terminou dentro da cabeça dos jogadores.
E isso, no futebol, pesa mais do que qualquer ausência física.
Vitória e Mirassol se enfrentam neste domingo. Mas não se engane: não será apenas uma partida.
Será um julgamento.
Porque o Vitória entra em campo com uma pergunta que não aceita adiamento: vai reagir — ou vai repetir seus próprios erros?
O Barradão será testemunha. E o torcedor, esse personagem sempre exagerado, já não quer explicações. Quer resposta.

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