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Vitória encaminha a contratação de Luan Cândido, do Bragantino

Rubro-Negro encaminha empréstimo do zagueiro do Bragantino e tenta fechar, longe dos holofotes, uma ferida antiga do elenco.

Luan Cândido, do Bragantino — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Luan Cândido, do Bragantino — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Como nos bons dramas, o Vitória não anuncia: prepara. Enquanto a torcida discute esquemas, pecados e redenções, o clube age em silêncio e encaminha a contratação de Luan Cândido, zagueiro do Bragantino, por empréstimo até o fim da temporada. O defensor é esperado em Salvador ainda nesta quinta-feira, como quem chega a um palco onde o erro não tem direito a aplausos.

O acordo está costurado. Clube, jogador e empresários já apertaram as mãos — falta apenas a troca formal de documentos com o Red Bull Bragantino para que o negócio seja sacramentado. A informação, inicialmente revelada pelo canal Canto Rubro-Negro, ganhou força nos bastidores e confirma o movimento de um Vitória que sabe onde dói.

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Aos 24 anos, Luan Cândido carrega no currículo uma trajetória curiosa, dessas que o futebol adora produzir. Formado na base do Palmeiras, não chegou a vestir o uniforme profissional do clube. Foi vendido em 2020 ao RB Leipzig, da Alemanha, e acabou integrado ao Bragantino, braço brasileiro do mesmo conglomerado. Entre idas e vindas, defendeu o Massa Bruta de 2020 a 2024, além de passagens por empréstimo por Sport e Grêmio na última temporada.

Canhoto — palavra mágica no dicionário do Vitória —, Luan chega para ocupar um espaço que há tempos inquieta o departamento de futebol. A busca por um zagueiro desse perfil é antiga e ganhou urgência após a desistência da contratação de Caio Marcelo, reprovado nos exames médicos. No futebol, como na vida, o corpo também decide destinos.

Versátil, Luan Cândido já atuou como lateral-esquerdo e até como ponta, mas no Barradão o roteiro é outro: ele vem para a zaga. Atualmente, o setor conta com Riccieli, Camutanga, Edu, Neris, Diogo Silva e Zé Marcos, sendo apenas Zé Marcos e Diogo Silva canhotos de origem. Os jovens Kauan e Edenilson, da base, surgem como alternativas, mas ainda pedem tempo — essa entidade que o futebol raramente concede.

O Vitória, que já aprendeu a sangrar em silêncio, tenta agora se blindar. A possível chegada de Luan Cândido não é um gesto de espetáculo, mas de prudência. No futebol não vence quem grita mais alto, mas quem erra menos quando a tragédia ronda a área.

Fonte: Canto Rubro-Negro — Salvador.

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