Com três vagas abertas para a semifinal e uma sentença de rebaixamento em jogo, oito clubes entram em campo sob a mais delicada das condições: depender de si — ou do tropeço alheio
Por Redação do Vitória em Destaque — Salvador | Fev. 21, 2026
Salvador — O Campeonato Baiano chega à última rodada da primeira fase como um drama de nervos expostos. Apenas um clube dorme tranquilo: o Bahia, já classificado. Um outro já conhece o seu destino: o Atlético de Alagoinhas, rebaixado desde a sexta rodada. Entre eles, oito equipes flertam simultaneamente com a redenção e o desastre.
Não é apenas futebol. É uma coreografia de aflições.
🐟 O Bahia 🐟, dono da melhor campanha, já garantiu vaga nas semifinais e o mando de campo até uma eventual final. Ainda assim, entra em campo neste sábado contra o Atlético-BA movido por uma ambição estatística: alcançar o recorde de pontos da primeira fase no formato atual. Com 20 pontos, precisa vencer para superar os 22 obtidos pelo Vitória em 2018.
Na outra extremidade da tabela, o Atlético de Alagoinhas joga apenas por dignidade. A queda foi decretada cedo demais — e futebol também é feito dessas mortes anunciadas.
Vitória: Classificar é obrigação
O Vitória venceu o Bahia de Feira por 1 a 0 e subiu à segunda posição. Tem três pontos a mais que o Jacuipense, primeiro fora do G-4. Se vencer ou empatar contra o Galícia, confirma a classificação. Se perder, dependerá de uma improvável conjunção de vitórias de três concorrentes — e de uma improvável tragédia no saldo de gols.
O Rubro-Negro tem saldo de seis. Jacuipense soma menos um; Juazeirense, menos seis. A matemática protege. Mas o futebol, às vezes, não respeita números.
Jequié e Porto: donos do próprio destino
Jequié e Porto vivem o mesmo roteiro: vencem e avançam. Empatam ou perdem, e correm o risco de serem ultrapassados até pelo Barcelona de Ilhéus, que começa a rodada na zona de rebaixamento, três pontos atrás. A boa notícia: não podem mais cair para a segunda divisão, graças aos confrontos diretos da rodada.
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Jacuipense e Juazeirense: um ponto da esperança
A um ponto do G-4, Jacuipense e Juazeirense precisam vencer e torcer contra rivais diretos. O empate livra do rebaixamento, mas não garante semifinal. A derrota exige oração coletiva — e combinação de tropeços alheios.
Para ambos, até mesmo uma derrota do Vitória poderia ajudar. Mas seria necessário tirar diferenças quase épicas no saldo de gols.
Galícia, Bahia de Feira e Barcelona: o drama absoluto
O Galícia precisa vencer e torcer contra pelo menos três adversários diretos para entrar no G-4. Se empatar ou perder, dependerá de quedas paralelas para não ser rebaixado.
O Bahia de Feira precisa vencer e contar com tropeços múltiplos. Para escapar do rebaixamento, basta repetir o resultado do Barcelona de Ilhéus: empate salva se o rival empatar; derrota salva se o rival também perder.
Já o Barcelona de Ilhéus vive o paradoxo máximo: começa no Z-4, mas pode terminar classificado. Precisa vencer o Jequié, torcer por tropeço do Galícia e por ao menos um empate nos confrontos entre Porto x Juazeirense ou Jacuipense x Bahia de Feira. Para permanecer na elite, a vitória é suficiente. Empate exige derrota de adversários diretos. A derrota, esta sim, pode ser irreversível — o saldo de gols não perdoa.
A Última Rodada
Sábado (21), 20h
Atlético-BA x Bahia
Domingo (22), 16h
Jacuipense x Bahia de Feira
Vitória x Galícia
Porto x Juazeirense
Jequié x Barcelona de Ilhéus
Ao final de noventa minutos, quatro clubes seguirão vivos na corrida pelo título. Um carregará oficialmente o peso da queda. E os demais terão cicatrizes invisíveis — dessas que o futebol grava na alma e a tabela apenas registra.
Fontes: Federação Bahiana de Futebol; EC Vitória; dados oficiais do Campeonato Baiano 2026.


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