Rodrigo Chagas promove ajustes no time alternativo em busca da primeira vitória no Baianão, enquanto Jair Ventura lapida o elenco principal na Toca do Leão
No futebol, como na vida, há momentos em que o detalhe decide o destino. Na tarde desta sexta-feira, no CT Manoel Pontes Tanajura, o Vitória viveu mais um desses instantes silenciosos e decisivos: de um lado, garotos treinando para transformar esforço em gol; do outro, profissionais ensaiando jogadas que miram um futuro imediato.
Em busca da primeira vitória no Campeonato Baiano de 2026, o técnico Rodrigo Chagas comandou, nesta sexta-feira (16), um treino com mudanças no time alternativo, realizado no campo 2 do CT Manoel Pontes Tanajura. O objetivo foi claro e quase confessional: corrigir imperfeições e ensinar os jovens a fazer do ataque um ato de coragem — e não apenas de intenção.
O Vitória ocupa a quinta colocação, com dois pontos conquistados em empates sem gols diante de Atlético de Alagoinhas e Jacuipense. Um retrato incômodo: o time cria, chega, respira perto da área, mas a bola insiste em não atravessar a linha — esse limite invisível que separa o esforço do aplauso.
No domingo (18), às 16h (de Brasília), o Rubro-Negro encara o Porto, no Estádio Agnelo Bento, em Porto Seguro. Um jogo disputado em cenário paradisíaco, mas que exige alma operária. Para isso, Rodrigo Chagas ainda realizará, na manhã deste sábado (17), os últimos ajustes antes da viagem.
Após o treinamento, os atletas relacionados almoçam na chácara Vidigal Guimarães e seguem para o aeroporto. A diretoria optou por voo fretado, numa tentativa de proteger o elenco do desgaste — porque até o cansaço, no futebol, conspira contra quem precisa vencer.
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Enquanto isso, no campo Bebeto Gama, o time principal também teve tarde cheia. Sob o comando de Jair Ventura, o treino foi dedicado ao aperfeiçoamento de finalizações e bolas paradas. Após aquecimento com bola e exercícios de coordenação conduzidos por Juninho Nogueira, o técnico assumiu a cena e promoveu confrontos pelos corredores, buscando intensidade, combate e o drible — esses pequenos duelos que decidem grandes partidas.
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Na sequência, Jair dividiu o elenco e trabalhou exaustivamente a bola parada defensiva, com escanteios e faltas laterais. Por fim, apenas com os prováveis titulares, ensaiou jogadas ofensivas, como quem escreve uma frase curta e precisa, sem adjetivos em excesso.
Neste sábado, o elenco principal treina apenas à tarde. O Vitória segue em dois tempos: um que busca vencer agora, com a juventude, e outro que se prepara para o que virá. Como diria o poeta louco, o futebol é cruel porque revela — e o Leão, entre ajustes e esperanças, tenta revelar a sua melhor versão.


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