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Times principal e alternativo, seguem com os preparativos para competições distintas

Enquanto Salvador caminhava em devoção na Lavagem do Bonfim, o Rubro-Negro se recolhia ao campo para tratar do que realmente decide a vida de um clube: trabalho, repetição e esperança.

Treino do Esporte Clube Vitória

O Esporte Clube Vitória viveu, nesta quinta-feira (15), um dia simbólico. Do lado de fora, a cidade rezava. Do lado de dentro do CT Manoel Pontes Tanajura, o futebol fazia sua própria liturgia — sem incenso, mas com suor, gritos e bolas disputadas como se fossem a última.

A tradicional Lavagem do Bonfim, esse ritual em que Salvador se ajoelha diante do sagrado, tomou as ruas logo cedo. Mas, no campo Bebeto Gama, não havia procissão nem água de cheiro. Havia o Vitória — dividido, como quase sempre, entre o que sonha e o que precisa sobreviver.

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O clube trabalha com dois corações batendo em ritmos diferentes. O time principal olha para o Campeonato Brasileiro, onde não há espaço para ingenuidade. A estreia está marcada: dia 28 de janeiro, às 19 horas, no Barradão, contra o Remo. Ali, não se pede licença. Ou se impõe, ou se sofre.

Jair Ventura comandou mais um treino técnico e tático, desses que parecem banais aos olhos do torcedor, mas que decidem jogos antes mesmo de a bola rolar. A saída de bola sob pressão foi ensaiada como quem ensaia um pedido de perdão: errar custa caro. Depois, em campo reduzido, um coletivo intenso, dez contra dez, onde ninguém tem tempo para pensar — apenas reagir.

O time volta a treinar na tarde desta sexta-feira (16). No Vitória, repetir é quase um ato de fé.

Já o time alternativo vive outro drama, mais silencioso e talvez mais cruel. Após dois empates consecutivos no Campeonato Baiano, a equipe ainda busca a primeira vitória. Domingo (18), às 16 horas, enfrenta o Porto, em Porto Seguro. Para muitos desses garotos, cada jogo é uma entrevista de emprego sem direito a currículo.

Com o retorno de dez atletas da Copa São Paulo, o grupo foi dividido. Os titulares ficaram na academia, sob o olhar atento do preparador físico Robert Damasceno. Os demais disputaram jogo reduzido, supervisionados por Rodrigo Chagas, que observa cada movimento como quem lê um destino escrito em pernas cansadas.

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Foram reintegrados ao elenco nomes que carregam mais expectativa do que experiência: Ezequiel no gol; Gean, Kauan Vítor, Cauan Farias e Emerson Buiú pelas laterais; Nico e Luís Aucélio no meio; Alejandro na criação; Ygor Luan e Emanoel no ataque. São jovens, mas no Vitória juventude nunca foi sinônimo de paciência.

Enquanto Salvador lavava as escadarias do Bonfim, o Vitória lavava suas próprias angústias no gramado. Porque, no futebol — como na vida — não há santo que resolva o que só o trabalho pode salvar.

Foto: Victor Ferreira / ECV

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