Ticker

6/recent/ticker-posts

SEM VITÓRIAS, O VITÓRIA LIGA O ALERTA: RODRIGO CHAGAS DEFENDE PABLO E ADMITE VOLTA DO TIME PRINCIPAL

Entre a vibração e o castigo, Rubro-Negro tropeça de novo e vê o sinal amarelo aceso no Baianão

Porto 1 x 1 Vitória

Após empate com expulsão em Porto Seguro, treinador analisa jogo, sai em defesa do meia Pablo e admite que o Vitória pode recorrer ao time principal para evitar um início trágico no campeonato.

SALVADOR — Há empates que aliviam e empates que condenam. O do Vitória contra o Porto-BA, neste domingo, pertence à segunda categoria. O 1 a 1, conquistado com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, não trouxe consolo nem paz. Trouxe, sim, um aviso em letras garrafais: O CAMPEONATO BAIANO É CURTO, IMPIEDOSO E NÃO PERDOA REINCIDÊNCIAS. Com três empates em três rodadas, o Rubro-Negro ainda não venceu — e já começa a ouvir o barulho incômodo do alarme.

O roteiro da partida teve tons de tragédia esportiva. O Vitória abriu o placar com Pablo, controlava o jogo dentro de suas limitações e parecia caminhar, ainda que lentamente, para a primeira vitória. Mas o futebol, esse personagem cruel, exige mais do que gols. Exige lucidez. Na comemoração, o camisa 10 subiu no alambrado, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. O herói virou problema. O placar virou ameaça.

COLETIVA DE IMPRENSA COM RODRIGO CHAGAS

VÍDEO

Reportagem em Destaque

Na entrevista coletiva após o jogo, Rodrigo Chagas foi direto ao ponto: a expulsão foi determinante. Antes dela, segundo o treinador, o Vitória tinha o controle da partida, maior posse de bola e organização defensiva suficiente para neutralizar a proposta do adversário, que baixava as linhas e buscava o contra-ataque. Depois dela, restou resistir.

O time se fechou, mudou o sistema, recuou as linhas e tentou sobreviver. Passou a atuar no 5-3-1, com nove jogadores atrás da linha da bola. Ainda assim, sofreu o empate no segundo tempo, em um gol de lateral — desses que não aparecem no placar como erro individual, mas pesam como pecado coletivo.

GOL DE PABLO | PORTO 0 X 1 VITÓRIA 

Apesar do prejuízo esportivo, Rodrigo Chagas fez questão de defender Pablo. Para o treinador, a comemoração faz parte da alma do futebol. O meia, nascido em Porto Seguro, celebrava diante da família. Errou? Sim. Mas, para Chagas, errou mais por instinto do que por desrespeito. Em tom crítico, o treinador questionou o rigor da arbitragem e lamentou regras que, segundo ele, retiram o brilho do jogo.

O problema, porém, é maior do que um gesto impensado. Com apenas dois pontos somados, o Vitória ocupa a quinta posição e vê o G-4 como uma obrigação ainda distante. Por isso, Rodrigo Chagas admitiu o que até poucos dias era tratado como hipótese remota: a estreia do time principal, comandado por Jair Ventura, já na próxima rodada.

O discurso foi cuidadoso, mas revelador. Se o clube entender que há necessidade, o time principal pode entrar em campo contra o Juazeirense, nesta quarta-feira, no Barradão. A urgência do resultado impõe decisões menos românticas. Não se trata mais de observar jovens ou testar alternativas: trata-se de vencer.

Rodrigo foi claro ao afirmar que o sinal de alerta está ligado. O campeonato é curto, a margem de erro é mínima e o Barradão precisa voltar a ser território hostil aos adversários. “O adversário tem que sentir o nosso poder”, disse, em frase que soa menos como promessa e mais como necessidade.

No futebol, não existe fracasso discreto. Há apenas a derrota adiada. O Vitória, por enquanto, vai sobrevivendo no empate. Mas sabe que, se insistir nesse caminho, o destino costuma cobrar com juros.


Campeonato Baiano — 3ª rodada
Porto-BA 1 x 1 Vitória
Próximo jogo: Vitória x Juazeirense — quarta-feira, 19h15, Barradão

FALA PROFESSOR

Postar um comentário

0 Comentários