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Rodrigo Chagas vê nervosismo, aposta na paciência e transforma o empate em laboratório rubro-negro

Após mais um empate sem gols no Campeonato Baiano, técnico do Vitória atribui desempenho irregular ao peso emocional sobre jovens atletas e destaca Kike Saverio como sinal de esperança em um time ainda em formação.

Rodrigo Chagas em Jacuipense x Vitória — Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
Rodrigo Chagas em Jacuipense x Vitória — Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

No futebol, nem sempre o placar traduz o que se passa nos bastidores da alma. Após o empate que manteve o Vitória sem vencer no Campeonato Baiano, Rodrigo Chagas falou como quem entende que o estadual é menos um tribunal de resultados e mais um confessionário.

O Vitória deixou Pituaçu com dois pontos e uma sensação incômoda: a de que o jogo passou sem deixar marcas. Ainda assim, Rodrigo Chagas não dramatizou o empate. Preferiu a análise serena de quem compreende que juventude joga com as pernas, mas sofre com a cabeça.

“Conta também”, resumiu o treinador ao falar sobre o peso emocional. A responsabilidade de buscar espaço no clube, segundo ele, interfere diretamente no rendimento. Faltou capricho no último terço — esse território sagrado onde o futebol decide quem será lembrado e quem será esquecido.

Em um jogo de poucas virtudes ofensivas, a entrada de Kike Saverio trouxe uma alteração sensível de ritmo. O atacante deu profundidade, velocidade e quase mudou o destino da noite. Para Chagas, foi uma resposta necessária: o futebol também se constrói no gesto, não apenas no gol.

Coletiva de imprensa com Rodrigo Chagas 

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O treinador deixou claro que o time do Baianão é extensão do projeto principal, comandado por Jair Ventura. A ideia é preservar a identidade tática, para que o jogador não precise reaprender o jogo quando for chamado. Não há espaço para vaidade — apenas para adaptação.

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Entre as experiências da noite, o jovem zagueiro Ivan foi citado como símbolo do estadual: entrou com atitude, sustentou a estrutura defensiva e não sentiu o peso da camisa. “O Baiano é esse laboratório”, afirmou Chagas, onde talento e nervos são testados sob luz crua.

Agora, o Vitória deixa Salvador e encara o Porto fora de casa. A promessa não é de espetáculo, mas de maturação. No futebol, como na vida, há empates que ensinam mais do que vitórias apressadas.

Campeonato Baiano 2026
Vitória soma dois pontos após duas rodadas
Próximo jogo: Porto x Vitória, domingo, 16h (Brasília)
Fonte: Entrevista coletiva – Rodrigo Chagas

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