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COM UM HOMEM A MENOS, O VITÓRIA TROPEÇA NA PRÓPRIA COMEMORAÇÃO E SEGUE SEM VENCER NO BAIANÃO

Um gol, um gesto e o castigo: Rubro-Negro empata com o Porto-BA em Porto Seguro


Porto e Vitória ficam no empate (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)
Porto e Vitória ficam no empate (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)

Após abrir o placar com Pablo Baianinho, Vitória perde o camisa 10 expulso na comemoração, sofre pressão e cede empate no segundo tempo; time segue sem Vitórias no Campeonato Baiano.

PORTO SEGURO, BA — O futebol, como a vida, pune com rigor os excessos. Na tarde abafada deste domingo, no Estádio Agnaldo Bento, o Vitória esteve a poucos minutos de celebrar sua primeira vitória no Campeonato Baiano. Mas preferiu o gesto à prudência, a euforia ao cálculo. Pagou caro. Com um jogador a menos desde o fim do primeiro tempo, o Rubro-Negro cedeu o empate por 1 a 1 ao Porto-BA e deixou o gramado com a sensação amarga de quem perdeu mais do que ganhou.

O jogo começou nervoso, quase indeciso, como se ambos os times temessem o erro mais do que desejassem o acerto. O Porto assustou logo no primeiro minuto, quando Bruno Ferreira recebeu livre na área e obrigou Yuri Sena a intervir com firmeza. O Vitória respondeu em bola parada: Felipe Vieira cobrou falta com veneno e acertou o travessão, fazendo o estádio suspirar.

A partir daí, o futebol se escondeu. A criação rareou, os passes ficaram curtos de imaginação, e o primeiro tempo parecia condenado à mediocridade. Até que, aos 37 minutos, Dudu Miraíma enxergou o que poucos viam. Lançou Kike Saverio, que rolou para Pablo Baianinho. O camisa 10 não perdoou. Gol do Vitória. Gol que parecia libertador.

PRIMEIRO GOL DO VITÓRIA NA TEMPORADA 

Mas o futebol não tolera a soberba. Na comemoração, Pablo subiu no alambrado. O árbitro não hesitou: segundo cartão amarelo, expulsão. O herói virou ausência. O Vitória, vantagem no placar, passou a carregar um fardo numérico e psicológico. Nos acréscimos, o Porto quase empatou em chute de Peu de fora da área, defendido com brilho por Yuri.

O segundo tempo foi um cerco. Com um homem a mais, o Porto transformou a paciência em método e a insistência em virtude. Luan arriscou de longe, Diki acertou o travessão, e o empate parecia apenas uma questão de tempo. Ele veio aos 14 minutos, quando Napão desviou cobrança de lateral e Ítalo, em gesto técnico preciso, bateu de primeira para o fundo da rede. Um gol bonito, quase cruel.

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O Vitória, ferido, ainda tentou resistir. Gean chegou à linha de fundo aos 28 minutos e obrigou Matheus Cabral a trabalhar. Mas faltava fôlego, faltava número, faltava, sobretudo, serenidade. Os minutos finais foram de tentativas desordenadas de ambos os lados, sem que o destino se inclinasse novamente.

O apito final confirmou o empate e consolidou a sensação de castigo autoimposto. O Vitória segue sem vencer no Baianão, agora com três empates, enquanto o Porto celebra um ponto arrancado na persistência. No futebol, não basta fazer o gol — é preciso saber o que fazer depois dele.


Campeonato Baiano — 3ª rodada
Porto-BA 1 x 1 Vitória
Gols: Ítalo (Porto-BA) e Pablo Baianinho (Vitória)
Local: Estádio Agnaldo Bento, Porto Seguro

Fonte: ECV

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