Em Londres, presidente rubro-negro conversa com o mercado europeu e insere o Vitória no mapa global das SAFs.
Alguns clubes vivem apenas de domingo em domingo. O Vitória, não. Enquanto a bola ainda dorme no Barradão, o presidente Fábio Mota cruzou oceanos e foi a Londres tratar do futuro — esse ente abstrato, caríssimo e, às vezes, implacável — chamado Sociedade Anônima do Futebol.
Na capital inglesa, onde o futebol se mistura com cifras e contratos assinados em silêncio elegante, Fábio Mota cumpriu agenda institucional voltada à prospecção de investidores para a futura SAF do Esporte Clube Vitória. Não se tratou de promessa nem de espetáculo: foi conversa séria, dessas que não rendem aplausos, mas podem garantir sobrevivência.
O encontro reuniu Garazi Goia e PJ Sebert, sócios da FTI Capital Advisors. Garazi carrega no currículo a experiência de quem transitou por BBC e Sky, liderando projetos estratégicos no futebol europeu e sul-americano. Sebert, por sua vez, soma mais de duas décadas no setor esportivo, com passagem por gigantes como Premier League, Ligue 1 e DFL alemã. Não são nomes de arquibancada; são personagens de bastidor, onde o futebol moderno decide seu destino.
À mesa, discutiu-se o humor do mercado europeu, o apetite — às vezes voraz, às vezes cauteloso — dos investidores, e as experiências recentes de SAFs estruturadas, especialmente aquelas que tentam conciliar tradição, governança e resultado esportivo. O Brasil, inevitavelmente, entrou na pauta como território fértil, mas ainda desconfiado.
O processo do Vitória é conduzido juridicamente pelo escritório CSMV Advogados, responsável por estruturar e viabilizar a constituição da SAF, em parceria com a FTI Capital Advisors, empresa mandatada especificamente para identificar e aproximar potenciais investidores, dentro e fora do país. Não se trata de leilão nem de aventura, mas de um projeto alinhado ao planejamento de longo prazo do clube.
A FTI atua como assessoria financeira especializada em operações estratégicas, com experiência em transações complexas e interesses cruzados. É o tipo de companhia que não promete gols, mas sabe calcular riscos — algo que o futebol brasileiro aprendeu a respeitar tarde demais.
O Vitória afirma seguir avançando de forma responsável, transparente e criteriosa. Em outras palavras: sem vender a alma por impulso, mas consciente de que, no futebol moderno, quem não dialoga com o mundo acaba falando sozinho. Londres ouviu o Vitória. Resta saber o que o futuro responderá.
Fonte: EC Vitória | Foto: Divulgação / EC Vitória


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