Diretor do Vitória explica saída de Lucas Halter e revela plano em curso para substituto
No futebol, como na vida, a vontade individual costuma atropelar projetos coletivos. Lucas Halter escolheu partir, e o Vitória agora corre contra o tempo para preencher um vazio que não é apenas tático, mas simbólico.
O Vitória acordou sem seu capitão para 2026. Lucas Halter, zagueiro titular absoluto na temporada passada, não vestirá novamente a braçadeira rubro-negra. O destino do defensor será o Houston Dynamo, dos Estados Unidos, decisão que encerra uma negociação que parecia bem encaminhada com o clube Colossal.
Gustavo Vieira, diretor de futebol do Vitória, explicou que, apesar do acerto prévio com o Botafogo — clube detentor dos direitos do atleta —, a escolha final foi do jogador. E, no futebol moderno, quando o desejo do atleta fala mais alto, os clubes apenas registram a ata da despedida.
“Jogador joga onde quer. Quem negocia tem o dever de defender os interesses do clube, mas, no final, a vontade do jogador tende a prevalecer”, afirmou Vieira. Segundo ele, Halter manifestou claramente o desejo de sair, transformando a negociação em um desafio inevitável.
Emprestado pelo Botafogo, Lucas Halter foi peça central do sistema defensivo do Vitória em 2025. O clube carioca já havia sinalizado positivamente para uma venda em definitivo, mas a proposta internacional falou mais alto. O futebol, afinal, também é uma geografia de sonhos e cifras.
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Alguns lugares não guardam segredos.
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Vieira reconheceu que o Vitória pretende rever procedimentos internos para fortalecer seu poder de barganha em negociações futuras. Ainda assim, deixou claro que, neste caso, nenhuma estratégia seria suficiente para conter a decisão do atleta.
“Mesmo com práticas melhoradas, não manteríamos o jogador porque o desejo dele foi sair. Era algo inevitável”, completou o dirigente, em tom resignado, como quem aceita uma derrota fora das quatro linhas.
O plano B
Sem o capitão, o Vitória não pretende ficar à deriva. Gustavo Vieira garantiu que o clube já colocou em marcha um “plano B” para 2026. Há negociações em andamento por zagueiros com status de titular — nomes mantidos sob sigilo, como convém aos bastidores do mercado.
“Foi uma batalha até o final pela permanência do Lucas. Mas, com a confirmação da saída, intensificamos outras tratativas”, explicou o diretor, revelando que mais de um jogador está em estágio médio a avançado de negociação.
No Vitória, a saída de Lucas Halter fecha um capítulo, mas não encerra o romance. A defesa precisa de um novo protagonista, alguém capaz de suportar o peso da camisa e o julgamento implacável da arquibancada. Porque, como diria o Poeta Louco, no futebol não existe vazio — existe substituição.

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