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Jair Ventura ganha fôlego no Vitória após vitória sobre o Grêmio e já mira desafio contra o Mirassol

Depois de quatro derrotas consecutivas, Vitória vence o Grêmio por 1 a 0 no Barradão, ganha fôlego na tabela e Jair Ventura enxerga no triunfo o possível começo de uma nova fase

Por Redação do Vitória em Destaque — Salvador
Jair Ventura


O Vitória estava vivendo dias em que cada derrota parecia acrescentar uma tonelada ao peso da camisa. O treinador era questionado, o elenco era cobrado e a tabela começava a adquirir aquela aparência de ameaça que todo torcedor conhece. Então veio o Grêmio. Veio o Barradão. Veio o gol de Renê. E veio, finalmente, a vitória. O 1 a 0 encerrou a sequência de quatro derrotas consecutivas no Campeonato Brasileiro e devolveu ao Rubro-Negro aquilo que, em futebol, às vezes vale quase tanto quanto os três pontos: a sensação de que ainda existe caminho.

Na noite desta segunda-feira, o Vitória aproveitou uma cobrança de escanteio no segundo tempo para marcar o único gol da partida e respirar novamente na tabela. Não foi uma goleada. Não precisava ser. Depois de quatro tropeços consecutivos, o placar mínimo teve gosto de festa.

O resultado também colocou fim a uma semana turbulenta. Antes da partida, o presidente Fábio Mota havia concedido entrevista coletiva para defender o elenco e o técnico Jair Ventura. O dirigente manteve o respaldo ao trabalho mesmo diante da sequência negativa.

Jair, depois da vitória, falou sobre a pressão como quem conhece intimamente esse território. E conhece. Para ele, a pressão não é uma visitante ocasional na vida de um treinador. É quase uma velha conhecida.

“Eu vivo mais momentos assim do que com menos pressão. Essa é a vida do treinador.”

O treinador afirmou que sabia da necessidade de vencer e procurou lidar com a situação de maneira tranquila, concentrando-se em fazer o melhor possível. Na avaliação de Jair, o grupo demonstrou que continua fechado com a comissão técnica.

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“A gente tem que vencer ou vencer”, resumiu.

O técnico também destacou a luta e a dedicação dos jogadores diante do Grêmio e avaliou que o Vitória poderia ter vencido por uma diferença maior.

Para Jair, a vitória precisa ser mais do que uma fotografia isolada. Precisa representar o primeiro retrato de uma nova sequência.

“Espero que seja a nossa retomada.”

Jair agradece respaldo de Fábio Mota

A permanência de Jair Ventura esteve no centro das discussões durante os dias que antecederam o confronto. O Vitória atravessava uma sequência de quatro derrotas, mas Fábio Mota decidiu manter a confiança no treinador e no elenco.

Depois da vitória, Jair fez questão de reconhecer a postura do presidente. Para o técnico, Fábio Mota não é simplesmente mais um dirigente, mas alguém que participa diretamente do processo de reformulação do clube.

Jair afirmou que o presidente quis preservar o trabalho mesmo quando os resultados não apareciam porque, segundo ele, a diretoria sabia que havia trabalho sendo realizado apesar das quatro derrotas.

“O Vitória é uma instituição gigante, e o Fábio faz parte da reformulação do clube. Ele não é mais um dirigente, quer o melhor para o Vitória.”

O treinador considerou gratificante receber esse respaldo, mas fez questão de lembrar que ainda há muito trabalho pela frente. O foco, agora, está totalmente voltado para o Campeonato Brasileiro.

Uma vitória que pode mudar o ambiente

A vitória sobre o Grêmio não significou apenas três pontos. Na leitura de Jair Ventura, a equipe mostrou uma mudança também no desempenho.

O Vitória teve controle da partida, finalizou bastante e criou oportunidades suficientes para construir um placar mais confortável.

“Esse jogo foi uma retomada nossa, não só em resultado, mas também em desempenho”, avaliou.

Para o treinador, agora existe a possibilidade de transformar a vitória em uma sequência positiva. E essa sequência tem um endereço: Mirassol.

O próximo jejum está fora de casa

Se o Vitória finalmente conseguiu quebrar a sequência de quatro derrotas, Jair Ventura já sabe qual será o próximo obstáculo.

O time ainda não venceu fora de casa no Campeonato Brasileiro.

A próxima oportunidade será contra o Mirassol, no Maião, no domingo, às 16h (horário de Brasília), pela 27ª rodada.

Jair sabe que será uma tarefa difícil. O treinador elogiou o trabalho de Guanaes e lembrou que o Mirassol conseguiu manter seu projeto mesmo atravessando momentos complicados.

“Já quebramos a primeira sequência, vamos tentar quebrar a segunda.”

O técnico espera que a vitória sobre o Grêmio seja o ponto de partida para uma reação também longe de Salvador.

“Agora temos a oportunidade de emendar uma sequência positiva com uma vitória fora de casa.”

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Vitória ganha distância da zona de rebaixamento

A vitória teve efeito imediato na classificação. O Vitória chegou aos 32 pontos e subiu para a 11ª colocação.

A equipe abriu uma vantagem de sete pontos para o Vasco, que ocupa a primeira posição dentro da zona de rebaixamento da Série A.

Jair considera a diferença importante, mas não pretende transformar a vantagem em acomodação.

Para o treinador, a pontuação traz tranquilidade, mas a ausência de uma vitória fora de casa continua sendo algo que incomoda.

“Vantagem importante pela pontuação que é muito alta, nos dá tranquilidade. Mas precisamos buscar a primeira vitória fora, que é algo que nos incomoda.”

A eliminação da Copa do Brasil e o tempo para trabalhar

O Vitória deixou a Copa do Brasil, mas Jair Ventura prefere olhar também para o aspecto positivo que o calendário agora oferece.

O treinador deixou claro que o clube não abdicou da competição. Entretanto, com a eliminação, o time passa a ter uma semana de preparação mais tranquila para o Campeonato Brasileiro.

Esse período será importante para recuperar jogadores, corrigir problemas e preparar a equipe para a sequência da competição.

“Semana cheia não era nosso objetivo, não abdicamos da Copa do Brasil, mas é importante ter tempo para recuperar os atletas”, explicou Jair.

Para o treinador, o Vitória agora precisa fazer o melhor Campeonato Brasileiro possível dentro das próprias possibilidades.

Mateus Silva: meses de espera e uma grande resposta

Entre os jogadores que receberam elogios de Jair Ventura esteve Mateus Silva.

O zagueiro passou muitos meses afastado por causa de uma lesão. Aos poucos, retomou a condição física e voltou a ganhar espaço.

Jair lembrou que Mateus também havia sido destaque contra o Vasco e afirmou que ficou satisfeito ao vê-lo suportar fisicamente a partida contra o Grêmio.

O treinador considerou o defensor um dos grandes destaques da partida.

“O Mateus ficou muito tempo lesionado, foram muitos meses. Agora retomou a boa forma, foi destaque contra o Vasco também.”

A atuação do zagueiro foi, para Jair, uma das boas notícias de uma noite em que o Vitória precisava desesperadamente de boas notícias.

Defesa modificada e a dificuldade de perder tantos pilares

Jair Ventura também explicou as dificuldades enfrentadas para montar o setor defensivo.

O treinador lembrou que três jogadores que haviam iniciado a partida anterior não estavam disponíveis diante do Grêmio.

Em vez de transformar as ausências em desculpas, Jair preferiu falar sobre a profundidade do elenco.

Segundo ele, o Vitória possui jogadores que funcionam como pilares da equipe. Quando vários deles ficam fora simultaneamente, a montagem do time e, principalmente, as substituições tornam-se muito mais difíceis.

“Se você tem 20 pilares e perde 10, vai ficando cada vez mais difícil, principalmente nas substituições.”

O treinador espera que os atletas lesionados se recuperem rapidamente, mas ressaltou a necessidade de confiar nos jogadores que estão disponíveis.

Nesse contexto, Edenilson, revelado pela base, entrou bem e ganhou elogios. Jair entende que é necessário passar confiança aos jogadores aptos para ajudar o Vitória a subir ainda mais na tabela.

Zé Vitor precisa arriscar mais

Zé Vitor também apareceu na conversa. Jair Ventura revelou que pede constantemente ao jogador para arriscar mais chutes de fora da área.

O treinador entende que o atleta possui qualidade para finalizar de média e longa distância e deveria utilizar mais esse recurso.

“Tem uma qualidade muito grande de média e longa distância. Um cara com a qualidade dele tem que chutar mais.”

Jair também explicou que Zé Vitor necessita de um período maior de recuperação física por causa de sua estatura. O jogador tem mais de 1,90m e, segundo o treinador, demanda um tempo maior de recuperação que outros atletas.

Mesmo assim, Zé Vitor conseguiu estar em campo contra o Grêmio. A comissão técnica ainda realizou ajustes de marcação para tentar neutralizar a equipe gaúcha.

Brítez ganha confiança do treinador

Outro jogador citado por Jair foi Brítez. O técnico lembrou que o zagueiro já havia realizado uma boa partida no Maracanã e destacou sua capacidade de manter a cabeça no lugar mesmo diante da pressão.

Para Jair, o momento exige confiança. Ganhar e perder fazem parte do futebol, mas a resposta do elenco diante da pressão foi motivo de satisfação.

O treinador também fez uma reflexão sobre sua própria situação no clube.

“Se eu sair daqui, vou sair com o respeito deles e considerações. Eu faço sempre o melhor pelo meu clube.”

Jair afirmou que sua maior satisfação é saber que uma eventual permanência ou saída será determinada pelos resultados, e não por problemas dentro do vestiário.

Para ele, quanto maior a pressão sobre os jogadores, maior precisa ser a disposição para correr e mudar a situação.

E contra o Grêmio, os jogadores deram a resposta que o treinador esperava.

O ataque foi coletivo

Jair Ventura também evitou apontar apenas um jogador ou um setor como responsável pelo bom desempenho ofensivo.

Para o treinador, o ataque do Vitória funcionou como parte de um sistema.

Quando a equipe pressiona, explicou Jair, não é apenas a primeira linha que participa. A segunda linha também precisa encurtar espaços e ajudar na recuperação da bola.

Por isso, na avaliação do treinador, foi o time inteiro que realizou uma grande partida.

“Foi a equipe como um todo que fez uma grande partida. Poderia ter sido um placar ainda mais elástico.”

O vestiário antes do gol

Jair Ventura revelou que, ainda no intervalo, comunicou aos jogadores que estava satisfeito com o rendimento apresentado no primeiro tempo.

Tanto que não realizou nenhuma mudança.

O Vitória já havia criado oportunidades com Erick e Renê. O time tinha volume, pressionava e chegava ao ataque.

Faltava apenas o gol.

Para Jair, naquele momento, era uma questão de tempo.

“O gol era questão de tempo. Era só manter o equilíbrio e a organização.”

E o gol apareceu.

Renê aproveitou a cobrança de escanteio na etapa final e colocou o Vitória em vantagem.

O time ainda teve outras oportunidades para ampliar. As principais vieram no fim da partida, quando Renato Kayzer recebeu duas boas chances.

A bola, porém, não voltou a entrar.

E naquela noite ninguém reclamou.

Porque o Vitória não precisava de uma goleada. Precisava de uma vitória.

A pressão continua, mas agora existe esperança

O futebol não costuma oferecer absolvição definitiva. Uma vitória não apaga quatro derrotas. Um gol não conserta todos os problemas. Uma noite de festa não garante que a próxima será igual.

Jair Ventura sabe disso.

Por isso, apesar da satisfação com o resultado, o treinador tratou a vitória como o começo de uma caminhada, não como o ponto final de uma crise.

O objetivo agora é construir uma sequência positiva.

O Vitória precisa levar para fora de Salvador a mesma coragem apresentada no Barradão.

E o primeiro teste será justamente contra o Mirassol.

Mirassol será o teste da nova fase

O próximo adversário do Vitória será o Mirassol, no Maião, no domingo, às 16h, pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Jair Ventura reconhece a qualidade do adversário e a dificuldade de jogar fora de casa.

O treinador voltou a elogiar o trabalho de Guanaes e destacou que o Mirassol conseguiu manter sua proposta mesmo durante momentos difíceis.

Agora, o desafio é fazer o Vitória repetir fora de casa o que conseguiu diante do Grêmio.

“Temos um calcanhar de Aquiles para mudar, que a virada de chave para vencer fora possa ser contra o Mirassol.”

O treinador sabe que será difícil. Mas também sabe que o futebol oferece essas oportunidades justamente quando tudo parece mais complicado.

“É muito difícil jogar lá, mas vamos tentar recuperar esses atletas para fazer um grande jogo e buscar logo essa vitória para dar um salto maior na tabela”, afirmou.

Uma nova história começa depois do Grêmio

O Vitória voltou a vencer.

Parece pouco para quem olha apenas para o placar. Não é.

Depois de quatro derrotas consecutivas, de uma semana de pressão e de uma entrevista presidencial para defender o treinador e o elenco, o triunfo por 1 a 0 sobre o Grêmio devolveu ao clube algo que não aparece nas estatísticas: a possibilidade de acreditar novamente.

Jair Ventura continua pressionado. Ele próprio admite que vive mais momentos de pressão do que de tranquilidade. Mas agora o treinador tem uma vitória para apresentar como resposta.

O elenco também respondeu.

Mateus Silva voltou a mostrar segurança. Brítez confirmou sua capacidade de atuar sob pressão. Edenilson entrou bem. Zé Vitor lutou. Renê marcou. Kayzer ainda teve oportunidades de ampliar.

E o Barradão, por uma noite, deixou de ser palco da angústia para voltar a ser palco da esperança.

Só que o futebol não permite comemorações longas.

O Grêmio já ficou para trás.

Agora vem o Mirassol.

O Vitória quebrou um jejum.

Jair Ventura quer quebrar outro.

E talvez seja essa a beleza cruel do futebol: quando uma porta finalmente se abre, existe sempre outra esperando logo adiante.

Próximo compromisso do Vitória

Mirassol x Vitória

27ª rodada do Campeonato Brasileiro

Domingo — 16h (horário de Brasília)

Estádio Maião

Vitória em Destaque
Salvador — Bahia

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