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Vitória mantém a base; Vasco estreia novo técnico. Veja as escalações prováveis

Vitória recebe um Vasco ferido, mas o Barradão nunca foi lugar para piedade

Esporte clube Vitória

Vitória e Vasco, às 19h30 desta quinta-feira, no Barradão, disputam muito mais que três pontos pela 19ª rodada do Campeonato Brasileiro. O rubro-negro tenta prolongar a serenidade conquistada ao longo do primeiro semestre; o cruz-maltino desembarca em Salvador tentando escapar da sombra que passou a persegui-lo desde o início da competição. O estádio, como sempre, será testemunha de esperanças, angústias e condenações.

No futebol, o destino possui um humor perverso. Quando parece oferecer descanso, prepara um teste ainda maior. O Vitória passou vinte dias longe dos gramados. Reorganizou ideias, reforçou o elenco e respirou depois de um semestre que lhe devolveu autoestima. A conquista da Copa do Nordeste, a eliminação do Flamengo na Copa do Brasil e uma campanha consistente na Série A fizeram o torcedor voltar a caminhar pelas ruas com o peito aberto, como quem finalmente reencontra um velho orgulho perdido.

A classificação ainda não provoca euforia. O décimo terceiro lugar não é território para fogos de artifício. Mas existe um detalhe que muda completamente o enredo: dos vinte e dois pontos conquistados pelo clube no campeonato, dezenove nasceram dentro do Barradão. Há estádios que recebem partidas. O Barradão devora adversários. É ali que o Vitória costuma transformar suor em argumento e arquibancada em trincheira.

Jair Ventura preserva a estrutura que atravessou o primeiro semestre com dignidade. Os recém-chegados Walace, Brítez e Pochettino devem iniciar no banco, enquanto Mateus Silva reassume a lateral direita após recuperação de lesão. A provável equipe terá Lucas Arcanjo; Mateus Silva, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Baralhas, Zé Vitor e Martínez; Erick, Matheuzinho e Renê. Permanecem fora Caíque Gonçalves, suspenso, além de Fabiano, Camutanga, Dudu e Nathan Mendes.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO VITÓRIA

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO VITÓRIA

 

Do outro lado aparece um Vasco que viveu meses de desorientação. Fernando Diniz partiu sem encontrar respostas. Renato Gaúcho reacendeu alguma esperança, mas também acabou vencido pelos resultados. Agora surge Pedro Emanuel, treinador português que desembarca quase sem tempo para decorar nomes, muito menos para apagar cicatrizes. Sua estreia acontece justamente diante de um estádio acostumado a transformar insegurança em desespero.

A equipe carioca ocupa a décima sétima posição e passou longo período frequentando a zona de rebaixamento. Deve entrar em campo com Léo Jardim; Paulo Henrique ou Puma Rodríguez, Cuesta, Robert Renan e Cuiabano; Barros e Thiago Mendes; Adson, Rojas, Nuno Moreira ou Andrés Gómez; Spinelli. O único desfalque confirmado é Mateus Carvalho, lesionado.

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO VASCO

PROVÁVEL ESCALAÇÃO DO VASCO

Existe uma estranha justiça no futebol. Ela jamais explica seus critérios, apenas apresenta a sentença. O Vitória chega respaldado pela confiança construída em casa. O Vasco desembarca carregando dúvidas suficientes para encher um vestiário inteiro. Entre um e outro estará apenas uma bola, indiferente às histórias, às promessas e às biografias.

A arbitragem ficará sob responsabilidade de Matheus Delgado Candançan, auxiliado por Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Rafael Tadeu Alves de Souza. O VAR será comandado por Heber Roberto Lopes. Mas nem árbitros, nem tecnologia, nem regulamento conseguirão impedir aquilo que o poeta louco tanto enxergava no futebol: quando a bola começa a rolar, cada jogador passa a enfrentar não apenas o adversário, mas também seus fantasmas. E poucos lugares tornam esses fantasmas tão visíveis quanto uma noite de quinta-feira no Barradão.

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