Brítez chega ao Leão disposto a transformar entrega em escudo e promete estar pronto para o reencontro do Leão com o Brasileirão.
A Toca do Leão ganhou um novo personagem para um campeonato que não admite distrações. Apresentado oficialmente nesta quarta-feira, o zagueiro argentino Emanuel Brítez, de 34 anos, afirmou que está pronto para estrear diante do Vasco, nesta quinta-feira, no Barradão. Experiente, versátil e identificado com equipes de espírito competitivo, o defensor garantiu que jamais faltará dedicação enquanto vestir a camisa rubro-negra.
Alguns jogadores chegam trazendo apenas malas. Outros desembarcam carregando promessas. Brítez preferiu apresentar uma palavra muito mais pesada: entrega. No futebol, onde a esperança costuma vestir chuteiras antes mesmo de tocar na bola, o argentino escolheu falar de trabalho, disciplina e competitividade. Disse que está preparado para atuar imediatamente caso Jair Ventura decida utilizá-lo contra o Vasco.
Segundo o defensor, o Vitória já possui uma base consolidada desde a primeira metade da temporada. Sua missão, portanto, não é reinventar a equipe, mas fortalecer um grupo que busca estabilidade no Campeonato Brasileiro. Seja como titular ou opção no banco, Brítez afirmou que pretende colaborar em qualquer função dentro do elenco.
O argentino também destacou sua capacidade de atuar em diferentes esquemas defensivos. Explicou que pode jogar em linhas de três, quatro ou cinco defensores, além de exercer funções nas duas laterais quando necessário. Ressaltou, contudo, que sua principal característica é a segurança defensiva, priorizando a marcação e o equilíbrio da equipe antes das investidas ao ataque.
A adaptação ao novo clube parece facilitada pelos reencontros. Brítez volta a dividir o vestiário com jogadores como Marinho, Martínez, Renato Kayzer e Pochettino, companheiros dos tempos de Fortaleza. O zagueiro revelou que recebeu ligações desses atletas e também do diretor Sérgio Papellin antes de aceitar a proposta rubro-negra, fator que contribuiu para sua rápida decisão de defender o Vitória.
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Papellin, por sua vez, fez questão de recordar a personalidade do atleta. O dirigente relembrou momentos difíceis vividos no Fortaleza e afirmou que Brítez sempre exerceu papel de liderança, mantendo o grupo competitivo mesmo sob intensa pressão. Para ele, o argentino representa exatamente o perfil procurado pelo Vitória: um jogador experiente, vencedor e que não desiste durante os noventa minutos.
Sobre a torcida rubro-negra, Brítez demonstrou entusiasmo. Comparou a atmosfera do Barradão aos estádios argentinos, destacando a proximidade das arquibancadas com o gramado e a intensidade do apoio vindo das arquibancadas. Segundo ele, atuar diante desse ambiente representa uma motivação adicional para qualquer atleta.
Questionado sobre a Copa do Brasil, competição em que apenas um entre ele e Pochettino poderá ser inscrito nesta fase, o defensor evitou qualquer disputa individual. Disse compreender que a decisão pertence à comissão técnica e afirmou que o objetivo coletivo está acima de qualquer interesse pessoal.
O poeta louco costumava dizer que o futebol é o reino dos personagens. E talvez Brítez tenha entendido isso antes mesmo de vestir a camisa do Vitória. Não prometeu gols, não prometeu glórias, nem jurou títulos. Preferiu oferecer algo menos vistoso e, justamente por isso, mais raro: a disposição de lutar por cada bola como se cada lance carregasse o destino de uma temporada inteira. No Barradão, onde a torcida transforma o concreto em coração, esse tipo de promessa costuma encontrar eco.
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