Suspensão de Martínez força mudança no meio-campo para duelo contra o Remo.
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| Tarzia e Caíque Gonçalves em treino do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória |
Depois de arrancar um empate fora de casa, o Rubro-Negro desembarca em Belém levando na bagagem um ponto precioso, mas também a ausência de um dos homens que sustentavam o equilíbrio da equipe. Martínez ficou pelo caminho, suspenso. E o futebol, esse velho dramaturgo, jamais permite que um vazio permaneça sem protagonista.
A preparação para enfrentar o Remo foi realizada no Centro de Treinamento do Fluminense, no Rio de Janeiro. Sem retornar a Salvador após o compromisso diante do Botafogo, o elenco concentrou esforços na recuperação física e nos ajustes táticos para abrir o segundo turno do Campeonato Brasileiro.
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No último treinamento antes da viagem, Jair Ventura comandou atividades de finalização e, posteriormente, promoveu um intenso trabalho em campo reduzido. Era menos um treino e mais um laboratório de possibilidades. O treinador observava movimentos, corrigia posicionamentos e buscava respostas para uma pergunta inevitável: quem ocupará o espaço deixado por Martínez?
O argentino cumprirá suspensão automática após o terceiro cartão amarelo. Sua ausência obriga o Vitória a modificar o setor mais estratégico da equipe. Caíque Gonçalves aparece como favorito para iniciar a partida, mas Pochettino oferece maior criatividade, enquanto Walace representa uma alternativa de marcação mais forte. Três caminhos diferentes para o mesmo destino.
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Fora essa alteração, a tendência é que Jair Ventura preserve a estrutura que conseguiu neutralizar boa parte das ações do Botafogo e terminou o primeiro turno na 11ª colocação, com 26 pontos. O treinador aposta na continuidade para manter o crescimento da equipe na competição.
A delegação rubro-negra segue para Belém ainda neste sábado. No Mangueirão, às 19h30 deste domingo, o Vitória inicia uma nova caminhada no campeonato. O primeiro turno ficou para trás como uma fotografia já amarelada pelo tempo. Agora, cada ponto pesa mais, cada escolha ganha dimensão maior e cada ausência exige que outro personagem aceite o papel principal.
Porque o futebol, no fim das contas, nunca é apenas um jogo. É um palco onde onze homens carregam as esperanças de uma torcida inteira. E quando um ator deixa a cena, outro precisa surgir. É exatamente assim que começa mais um capítulo da história rubro-negra.


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