Exame confirma ruptura completa do tendão de Aquiles do zagueiro rubro-negro após o Ba-Vi na Arena Fonte Nova; jogador passará por cirurgia e deve ficar meses afastado dos gramados.
No futebol, às vezes a bola decide o jogo. Em outras noites, é o destino quem entra em campo. E na última quarta-feira, enquanto Bahia e Vitória travavam mais um capítulo de sua rivalidade, uma sombra silenciosa atravessava o gramado: a lesão grave do zagueiro Edu.
O Núcleo de Saúde e Performance do Esporte Clube Vitória confirmou nesta quinta-feira aquilo que todo torcedor teme ouvir: Edu sofreu ruptura completa do tendão de Aquiles do pé esquerdo durante o clássico disputado contra o Bahia na Arena Fonte Nova.
É uma daquelas lesões que não chegam fazendo barulho. Elas surgem discretas, quase invisíveis, mas carregam consigo um peso enorme. No futebol, o tendão de Aquiles é mais do que uma parte do corpo — é o fio invisível que sustenta o salto, a corrida, o combate do defensor.
Quando ele se rompe, rompe também um pedaço da temporada.
O zagueiro será submetido a cirurgia realizada pelo Departamento Médico do clube. Segundo o gerente médico do Vitória, Dr. Marcelo Côrtes, o processo para o procedimento já está sendo agilizado.
“Estamos organizando os exames pré-operatórios e os exames de imagem para efeito de documentação, para que o tratamento seja realizado o mais rápido possível e o atleta possa iniciar a reabilitação o quanto antes”, explicou o médico.
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No futebol profissional, o tempo de recuperação para esse tipo de lesão costuma variar entre seis e oito meses. É um período longo — longo demais para quem vive da velocidade de um jogo que não espera ninguém.
A notícia chega em um momento delicado para o Vitória, que ainda tenta reorganizar sua temporada após resultados irregulares e a pressão natural que acompanha o clube no Campeonato Brasileiro.
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Edu, agora, entra em outra disputa. Não será contra atacantes, nem diante de arquibancadas cheias. Será uma batalha silenciosa, travada em salas de fisioterapia, centros de recuperação e treinos solitários.
No futebol, a glória costuma ser barulhenta. Já o sofrimento é discreto.
E nesta semana, no universo rubro-negro, a bruxa parece realmente ter sido solta.



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