Federação Bahiana antecipa duelo para as 19h15 na Quarta-Feira de Cinzas; sob chuva intermitente, elenco trabalha no Barradão mirando a reta decisiva do estadual.
SALVADOR — Como se o futebol obedecesse aos caprichos do destino, a Federação Bahiana de Futebol alterou o horário de Vitória x Bahia de Feira: saiu das 21h30 para as 19h15, na próxima quarta-feira, dia 18, pela oitava e penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Baiano. Enquanto os relógios se ajustam, o Rubro-Negro treina sob um céu indeciso — metade chuva, metade promessa.
O sábado de Carnaval amanheceu chorando. Depois, abriu um sorriso tímido entre nuvens espessas. Mas a chuva, essa personagem teimosa, não se retirou de cena. Foi nesse palco úmido que o Vitória voltou aos trabalhos no gramado do Barradão, endereço do próximo compromisso pelo Baianão.
Mudam-se as horas, permanece o drama. A alteração promovida pela Federação Bahiana de Futebol desloca o duelo para mais cedo, como se quisesse apressar o destino. Às 19h15, na Quarta-Feira de Cinzas, o Barradão receberá não apenas dois times, mas duas ansiedades: a do calendário e a da classificação.
A manhã começou com a liturgia física. Sob o comando do preparador Juninho Nogueira, o elenco enfrentou um circuito de ativação — exercícios voltados à força explosiva, velocidade e agilidade.
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O futebol moderno exige músculos elétricos; a bola não espera quem hesita.
Depois, Jair Ventura tomou para si laterais, meio-campistas e atacantes. Treinou movimentações ofensivas com finalização, como quem ensaia o desfecho antes da tragédia. Em outro trecho do campo, o assistente Emílio Zaro dedicou-se aos zagueiros, em trabalho específico — porque toda epopeia começa pela defesa do próprio território.
Ao final, um treino em campo reduzido, com três equipes se revezando, encerrou a manhã.
O futebol, em sua essência, é isso: espaço curto, decisão rápida, coragem instantânea.
A preparação segue. O Rubro-Negro volta a treinar na manhã deste domingo, dia 15, e ainda realizará duas sessões à tarde, segunda e terça-feira, como se cada minuto fosse uma vírgula antes do ponto final.
No campo Bebeto Gama, no miniestádio do CT Manoel Pontes Tanajura, Jamerson, Edu e Claudinho trabalharam à parte, sob orientação do preparador físico assistente Diego Almeida.
No futebol, ninguém fica parado: ou se prepara ou se despede.
Quarta-feira será dia de cinzas no calendário. Mas no Barradão, ninguém quer saber de luto. Quer-se jogo, quer-se resposta, quer-se destino.
Fontes: Federação Bahiana de Futebol (FBF); Esporte Clube Vitória; informações oficiais do clube.
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