Clube afirma não reconhecer valores cobrados por Willian Oliveira e trata caso como questão jurídica, não moral
Em nota oficial, o Vitória reagiu à notícia de uma suposta dívida superior a R$ 1 milhão com o volante Willian Oliveira e sustenta que não há pendências financeiras com o atleta que vestiu a camisa rubro-negra entre 2024 e 2025.
O futebol, como a vida, adora um escândalo. E quando ele surge, não pede licença: entra pela porta da frente, senta-se à mesa e exige explicações. Foi assim nesta sexta-feira, 6 de fevereiro, quando veio à tona a informação de que o volante Willian Oliveira estaria cobrando judicialmente do Esporte Clube Vitória o montante de R$ 1.141.720,00. Um número que, por si só, já provoca taquicardia em qualquer tesoureiro — e indignação em qualquer torcida.
O clube, porém, reagiu com a solenidade de quem se sente acusado injustamente. Em comunicado oficial, o Vitória negou a existência de qualquer pendência financeira com o jogador, que defendeu o rubro-negro nas temporadas de 2024 e 2025. Para o Leão, não há dívida. Há, no máximo, um equívoco — e equívocos, no futebol, costumam ganhar contornos de tragédia grega.
Segundo a matéria que originou o caso, a defesa de Willian Oliveira inclui na cobrança valores referentes ao FGTS de 2025, verbas rescisórias, bônus por participação em partidas e o salário de dezembro. Tudo somado, chega-se à cifra milionária que agora repousa nos autos da Justiça. O Vitória, contudo, não reconhece nenhum desses débitos.
Em sua versão, o clube afirma que todos os valores rescisórios dos atletas que deixaram a equipe em 2025 estão sob responsabilidade do departamento jurídico, conduzidos “em parceria com os respectivos atletas e seus representantes”. É a linguagem fria do direito tentando conter o incêndio emocional que sempre ronda os bastidores da bola.
O comunicado vai além da técnica e flerta com o terreno da honra. O Vitória reitera que o cumprimento de seus compromissos e a divulgação da verdade são marcas registradas da instituição. Não é apenas uma defesa contábil — é quase um manifesto moral. Porque, no futebol, perder dinheiro é grave; perder a reputação é fatal.
Resta agora à Justiça decidir quem fala a verdade. Até lá, o caso seguirá como mais um daqueles dramas em que ninguém quer ser o vilão, mas todos sabem que, no final, alguém sempre sai com a camisa manchada.


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