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Vitória repatria Pedro Henrique e aposta no faro de gol para incendiar a temporada

Atacante chega do futebol chinês com contrato até 2026 e simboliza a fé rubro-negra na redenção pelo ataque

Pedro Henrique no Vitória

Por Redação — Salvador | 30 de janeiro de 2026

O Vitória voltou a buscar longe aquilo que sempre procurou perto: esperança. Nesta sexta-feira, a última do mês de janeiro, o clube anunciou a contratação do atacante Pedro Henrique, repatriado do futebol chinês, como quem traz de volta um filho que andou demais pelo mundo e agora retorna com cicatrizes, histórias e, sobretudo, fome de bola.

Pedro Henrique, 29 anos, chega ao Barradão depois de atuar em 2025 pelo Yunnan Yukun, da China profunda, onde o futebol é jovem, mas a solidão do atacante é antiga. Ali, entre montanhas e arquibancadas silenciosas, amadureceu um jogador que o Vitória agora apresenta como reforço até o fim da temporada de 2026.

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Antes da assinatura, o ritual moderno: avaliações no Núcleo de Saúde e Performance, no CT Manoel Pontes Tanajura. Tudo aprovado. O corpo respondeu. Resta saber se a alma, essa entidade que o poeta louco jamais ignoraria, também está pronta para o julgamento impiedoso da torcida rubro-negra.


Goiano de nascimento, revelado pelo Anápolis, Pedro Henrique construiu uma carreira que parece roteiro de cinema europeu de segunda sessão: Atlético-GO, Grêmio Anápolis, Portugal em capítulos sucessivos — Leixões, Benfica B, Feirense, Farense —, depois Polônia, Emirados Árabes Unidos e, por fim, China. Um andarilho do gol, desses que aprendem mais com aeroportos do que com manchetes.

No Vitória, chega como promessa contida, não como salvador. E isso, paradoxalmente, pode ser sua maior virtude. O clube não lhe pede milagres, mas presença. Não exige poesia, mas gols. Porque, no Barradão, cada atacante é sempre culpado até que prove o contrário.

A contratação de Pedro Henrique não é apenas um movimento de mercado. É um gesto simbólico: o Vitória olha para fora, busca no mundo aquilo que acredita faltar em casa e deposita no novo camisa rubro-negro a velha esperança de que, desta vez, a bola beije a rede com mais frequência — e menos sofrimento.

Foto: Victor Ferreira / EC Vitória


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