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| 📰 Renato Kayzer comemora gol em Vitória x Juazeirense (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória) |
Com força máxima, autoridade e um adversário reduzido à condição de figurante, o Vitória venceu a Juazeirense por 4 a 0, entrou no G-4 do Baianão e, mais do que isso, reencontrou a própria autoestima. 🦁⚽
O futebol, como a vida, é um tribunal sem apelação. Ou se impõe, ou se explica. E o Vitória, nesta noite de quarta-feira no Barradão, escolheu o caminho mais curto: impôs-se. Com Jair Ventura estreando à beira do campo e um time titular disposto a lavar a alma, o Rubro-Negro fez da Juazeirense uma confissão pública de fragilidade.
Desde o primeiro minuto, o jogo teve um dono. Cruzamentos, ultrapassagens e lançamentos longos eram como marteladas em uma porta que cedo ou tarde cederia. Cedeu. Em jogada que parecia ensaiada pela própria fatalidade, Renato Kayzer lançou, Aitor ajeitou de peito — com a delicadeza de quem escreve um bilhete de despedida — e Mateus Silva, em noite de estreia, empurrou para as redes. O primeiro gol, como o primeiro amor, nunca se esquece. 💥
A Juazeirense ainda tentou reagir, em arrancadas isoladas e gestos de desespero. Anderson Pato correu, Adriano Pardal tentou, Gabriel defendeu. Mas o destino já estava escrito. No fim do primeiro tempo, Kayzer sofreu pênalti, cobrou com frieza e ampliou. Logo depois, Pardal foi expulso. Ali, o jogo acabou — embora o relógio insistisse em continuar andando.
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Com um homem a mais, o Vitória transformou o segundo tempo em um desfile de superioridade. Kayzer voltou a marcar, reafirmando sua condição de protagonista trágico — desses que decidem partidas como quem fecha um livro. Elivélton, contra, completou a goleada. O placar final dizia 4 a 0, mas o que se via era algo maior: um time reencontrando o sentido da própria existência. 🔴⚫
Quatro vezes campeão do mundo? Não. Mas quatro gols que, para o torcedor rubro-negro, valeram como uma redenção coletiva.
Com o resultado, o Vitória chega aos seis pontos, entra no G-4 do Campeonato Baiano e respira novos ares. O campeonato segue, a temporada é longa, mas há noites que não pedem cautela. Pedem memória. E esta, definitivamente, merece ser lembrada.


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