O argentino marcou o gol rubro-negro, mas falhas defensivas e oportunidades desperdiçadas voltaram a castigar a equipe; Mateus Silva e Renê receberam as piores notas entre os titulares
Por Redação — Vitória em Destaque
11 de outubro de 2026
O Vitória voltou do Morumbis com mais uma derrota fora de casa e uma velha inquietação na bagagem. O placar de 2 a 1 para o São Paulo, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro, contou a história de uma equipe que encontrou em Emmanuel Martínez seu principal argumento ofensivo, mas voltou a tropeçar nas próprias fragilidades. Calleri marcou os dois gols paulistas; o argentino do Leão chegou a empatar, mas a reação rubro-negra não resistiu ao segundo golpe.
No futebol, há noites em que um jogador carrega o time nas costas e, ainda assim, termina derrotado. Martínez viveu esse paradoxo: ajudou na saída de bola, trabalhou também na marcação e balançou a rede. Foi o melhor rubro-negro em campo, com nota 7,0 na avaliação do ge. Ao redor dele, porém, o Vitória voltou a exibir os sinais de uma equipe que ainda não encontrou segurança suficiente para transformar esforço em resultado.
CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO
Martínez foi a luz em uma noite de sombras
Com nota 7,0, Emmanuel Martínez foi o destaque individual do Vitória. Além do gol, participou da construção das jogadas desde a defesa e colaborou na recuperação da bola. Erick, avaliado em 6,0, também teve participação importante ao dar a assistência para o empate rubro-negro, apesar de oscilar ao longo da partida.
Jamerson recebeu 6,0 e apresentou segurança defensiva, além de servir como alternativa ofensiva pelo lado esquerdo. Luan Cândido, com 5,5, suportou um jogo exigente e respondeu bem tanto pelo chão quanto pelo alto. Foram desempenhos respeitáveis, mas insuficientes para impedir que o coletivo voltasse a desabar nos momentos decisivos.
Mateus Silva e Renê: duas notas baixas e uma chance perdida
Mateus Silva recebeu nota 4,0 e teve uma noite para esquecer. Cometeu erros na posse de bola e permitiu o cruzamento que originou o primeiro gol de Calleri. Nos acréscimos, quando o Vitória ainda procurava uma última possibilidade de empate, desperdiçou uma oportunidade clara dentro da pequena área. Foi uma sequência de falhas que pesou tanto na avaliação individual quanto no resultado.
Renê também ficou com 4,0. Lutou entre os defensores paulistas, mas faltou lucidez para escolher o momento certo de soltar a bola. Em determinadas jogadas, insistiu na condução quando o passe poderia abrir caminho. O atacante terminou sem o brilho necessário para mudar o rumo da partida.
Matheuzinho recebeu 4,5. Não conseguiu organizar o setor ofensivo com regularidade e deixou espaços na recomposição pelo meio. Caíque, nota 5,0, falhou no posicionamento que permitiu o cabeceio de Calleri no primeiro gol, quando atuava entre os zagueiros, mas foi mais útil depois de retornar à função habitual no meio-campo, ajudando na marcação.
Defesa sem desastre individual, mas com problemas coletivos
Lucas Arcanjo recebeu nota 5,0. Não teve culpa nos gols sofridos e ainda realizou boas defesas. Cacá também ficou com 5,0: fez uma partida regular, sem cometer erros decisivos. As notas mostram que nem todos os defensores tiveram uma atuação individual desastrosa, mas o sistema defensivo voltou a permitir situações que custaram caro.
Lucas Silva, nota 5,0, demonstrou intensidade e criou boas jogadas individuais, embora tenha pecado nas decisões finais. Pochettino, também com 5,0, entrou para melhorar a circulação da bola no meio, mas pouco acrescentou. Anderson Pato, Alex Bruno, Zé Vitor e Renato Kayzer entraram na reta final e não receberam nota.
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Jair Ventura também sai cobrado
O treinador Jair Ventura recebeu nota 4,5. O Vitória demorou a se encontrar na partida e voltou a apresentar fragilidades defensivas. O gol de Martínez devolveu momentaneamente a esperança, mas a equipe não conseguiu sustentar a reação nem impedir que Calleri voltasse a decidir.
A derrota também prolonga a dificuldade do Rubro-Negro como visitante. O discurso de reação precisa agora encontrar correspondência no campo: não basta competir em determinados momentos, marcar um gol e depois permitir que o adversário recupere o controle. Na reta final do campeonato, cada erro pesa mais, e cada oportunidade desperdiçada pode significar pontos que farão falta na tabela.
Notas dos jogadores do Vitória
- Emmanuel Martínez — 7,0: gol, boa saída de bola e participação defensiva.
- Jamerson — 6,0: seguro na marcação e opção ofensiva pela esquerda.
- Erick — 6,0: deu a assistência para o gol de Martínez.
- Luan Cândido — 5,5: bom desempenho em um jogo exigente.
- Lucas Arcanjo — 5,0: fez boas defesas e não teve culpa nos gols.
- Cacá — 5,0: atuação regular, sem falhas decisivas.
- Caíque — 5,0: melhor no meio-campo do que improvisado na defesa.
- Lucas Silva — 5,0: intensidade e boas jogadas, mas decisões imprecisas.
- Pochettino — 5,0: pouco impacto na circulação da bola.
- Matheuzinho — 4,5: dificuldades na criação e espaços na marcação.
- Jair Ventura — 4,5: equipe demorou a entrar no jogo e falhou defensivamente.
- Mateus Silva — 4,0: erros com a bola, participação no lance do primeiro gol e chance clara desperdiçada.
- Renê — 4,0: pouca inspiração e escolhas ruins com a bola.
- Anderson Pato, Alex Bruno, Zé Vitor e Renato Kayzer: entraram no fim e ficaram sem nota.
Próximo compromisso: Corinthians
O Vitória terá mais uma missão longe de Salvador no próximo dia 19, diante do Corinthians, na Neo Química Arena, pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois de outra derrota fora de casa, o Leão precisa corrigir os erros defensivos, aproveitar melhor as chances criadas e encontrar uma maneira de competir durante os 90 minutos.
Martínez mostrou que há jogadores capazes de assumir responsabilidade. O problema é que um campeonato não se resolve com o brilho isolado de um atleta. O Vitória precisa de uma equipe inteira — e de respostas urgentes para que a próxima viagem não termine com a mesma história.




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