Jair observa novas peças, cobra intensidade e prepara um Vitória ainda mais competitivo para a sequência da temporada
O futebol não costuma esperar por ninguém. Mal o Barradão silenciou depois da vitória sobre o Vasco, Jair Ventura já voltou os olhos para o futuro. No campo Bebeto Gama, no CT Manoel Pontes Tanajura, o treinador transformou um simples jogo-treino em um laboratório de ambições. Afinal, campeonato não se vence apenas com os onze titulares. Vence-se com elenco, coragem e homens dispostos a desafiar o próprio limite.
Na tarde desta sexta-feira, o comandante rubro-negro utilizou a atividade diante da equipe amadora do Five para observar atletas que aguardam a oportunidade de mostrar serviço. Entre eles estavam os recém-chegados Walace, o português Ruben Ismael e o lateral-direito Fabiano, além do zagueiro Emanuel Brítez, reforço apresentado durante a semana. Também participaram Mateus Silva, Fabrício e o experiente Osvaldo, improvisado como centroavante em um dos testes promovidos pela comissão técnica.
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O placar de 2 a 0 foi consequência natural de uma equipe que buscou intensidade durante os noventa minutos. Osvaldo abriu o marcador ainda na primeira etapa. Depois do intervalo, Mateus Silva apareceu para ampliar a vantagem e confirmar a superioridade rubro-negra. Mas o resultado, por si só, era quase um detalhe. O que realmente interessava era o comportamento dos jogadores, a movimentação sem a bola, a entrega em cada disputa e a capacidade de compreender as ideias do treinador.
Jair Ventura acompanhou cada lance de perto. Antes da bola rolar, reuniu o grupo para orientar posicionamentos e reforçar conceitos. No intervalo, voltou a conversar com os atletas, corrigindo detalhes e ajustando movimentações. Ao lado dos integrantes da comissão técnica, observou atentamente quem poderia oferecer novas alternativas para os desafios que o Vitória terá pela frente no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
A formação utilizada foi composta principalmente por reservas e jogadores que tiveram poucos minutos na vitória por 1 a 0 sobre o Vasco, conquistada na noite anterior. O objetivo era claro: manter o elenco em atividade, preservar o ritmo competitivo e ampliar as opções para as próximas rodadas.
Enquanto parte do grupo trabalhava no gramado, outra seguia um roteiro diferente. O meia Pochettino e o atacante Renato Kayzer, autor do gol que garantiu a vitória diante dos cariocas, permaneceram no processo de recuperação física. A programação incluiu atividades na academia, banheira quente, piscina de gelo, sessões de massagem e o uso da bota pneumática, fundamentais para acelerar a regeneração muscular após o desgaste da partida.
O planejamento rubro-negro prossegue neste sábado. Pela manhã, os jogadores voltam ao CT Manoel Pontes Tanajura para atividades na academia de musculação e novos trabalhos físicos, mantendo o ritmo exigido por uma temporada que não concede descanso aos que sonham alto.
Mas houve um cuidado que ultrapassou as quatro linhas. Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, atletas e integrantes da comissão técnica receberam vacinação contra o vírus da influenza. A medida busca reduzir os casos de síndrome gripal e preservar a saúde do elenco em um momento decisivo da temporada. Num calendário exaustivo, prevenir também é competir.
No Vitória, cada treino parece carregar a gravidade de uma decisão. O torcedor enxerga apenas o jogo de domingo. Jair Ventura, porém, enxerga o que ainda virá. Porque o futebol, como a vida, costuma premiar aqueles que trabalham em silêncio enquanto o destino ainda prepara o próximo capítulo.



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