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Vitória encerra segunda semana da intertemporada com foco total no Vasco

Sob chuva em Salvador, Jair Ventura conclui a segunda etapa da intertemporada com atividades voltadas ao posicionamento, à construção ofensiva e ao refinamento coletivo

Diego Tarzia

Sob um céu carregado e um gramado molhado pela chuva, Jair Ventura encerrou a segunda semana da intertemporada insistindo nos detalhes que raramente aparecem na fotografia, mas que costumam decidir partidas quando a bola finalmente rola.

O treino começou sem espetáculo, como costumam começar as histórias importantes. Enquanto o preparador físico Juninho Nogueira conduzia o aquecimento, o elenco parecia repetir movimentos comuns. Mas o futebol esconde seus dramas justamente naquilo que parece banal. Cada corrida, cada passe e cada mudança de direção carregavam o peso da expectativa pelo retorno da Série A.

Depois vieram os ajustes táticos. Jair Ventura organizou duas equipes para um exercício de dez jogadores contra nenhum adversário. Não havia marcação, não havia disputa. Havia apenas o combate invisível contra os próprios erros. A bola saía desde a defesa, atravessava o meio-campo, encontrava infiltrações e terminava nas finalizações, numa coreografia cuidadosamente ensaiada para que o improviso do jogo futuro parecesse natural.

No futebol, existe uma ilusão antiga: a de que a vitória nasce do acaso. Não nasce. Ela costuma ser construída em tardes silenciosas como esta, quando ninguém aplaude e o placar ainda não existe. É ali, longe das arquibancadas, que se molda a confiança de um elenco.

Na sequência, o treinamento ganhou intensidade. Com onze jogadores de cada lado, o coletivo colocou em prática aquilo que havia sido desenhado momentos antes. O duelo terminou com apenas um gol, marcado por Marinho para a equipe de colete grená. Um único lance bastou para romper o equilíbrio de um trabalho em que cada espaço ocupado parecia valer mais do que qualquer comemoração.

Enquanto isso, Caíque Gonçalves seguiu um caminho diferente. O meio-campista realizou mais uma atividade individualizada sob a supervisão do preparador físico assistente Diego Almeida. Em futebol, às vezes a recuperação também é uma forma de esperança. Cada treino separado representa um passo silencioso em direção ao retorno definitivo ao grupo.

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A espera pelo reencontro

Encerrada a segunda semana da intertemporada, o elenco rubro-negro ganha folga neste domingo. Será uma pausa breve, quase um intervalo entre capítulos. Na segunda-feira, o grupo retorna ao CT Manoel Pontes Tanajura para iniciar a terceira semana de preparação, aproximando-se do compromisso diante do Vasco, marcado para o dia 16 de julho, às 19h30, quando o Campeonato Brasileiro voltará a ocupar o centro das atenções.

Até lá, o Vitória seguirá perseguindo aquilo que todo treinador procura e quase ninguém consegue definir completamente: o instante exato em que onze jogadores deixam de ser apenas um time e passam a agir como um organismo único. Jair Ventura parece saber que esse momento não nasce do acaso. Ele é construído, treino após treino, passe após passe, até que a bola encontre, finalmente, o destino que durante semanas foi imaginado em silêncio.

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