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Fábio Mota traça o futuro do Vitória, elogia reforços e coloca o Brasileirão como prioridade absoluta

Presidente destaca reforços, confirma foco na Série A e anuncia novos patrocinadores do Rubro-Negro

Fábio Mota

No futebol, há dias em que uma coletiva vale tanto quanto uma partida. Não houve bola rolando no gramado do Barradão, mas palavras suficientes para revelar o roteiro do segundo semestre. Diante dos microfones, Fábio Mota desenhou um Vitória que deseja sobreviver, crescer e competir. Afinal, antes de levantar taças, um clube precisa continuar de pé.

Ao anunciar novos patrocinadores, o presidente transformou a entrevista em uma prestação de contas à torcida. O discurso, porém, rapidamente atravessou o universo comercial e mergulhou no futebol. O dirigente deixou claro que nenhuma competição supera o Campeonato Brasileiro na escala de prioridades rubro-negras.

"O Brasileiro é o mais importante para a gente. É dele que vêm as maiores receitas e é nele que está o futuro do clube", resumiu o presidente ao explicar que os investimentos feitos nesta janela obedecem exatamente a essa lógica.


Segundo Fábio Mota, a chegada de reforços não representa luxo, mas necessidade. O elenco perdeu jogadores por lesão, continua arcando com salários de atletas entregues ao departamento médico e precisou buscar reposições capazes de elevar o nível técnico da equipe para a sequência da temporada.

O dirigente acredita que esse novo grupo dará ao técnico Jair Ventura alternativas suficientes para corrigir um dos maiores problemas do primeiro semestre: o rendimento fora de casa. Até aqui, o Vitória conquistou apenas três empates em nove partidas como visitante, desempenho que ajuda a explicar a posição intermediária na tabela da Série A.

Reforços para mudar o cenário

Na avaliação da diretoria, a segunda janela trouxe jogadores capazes de elevar o padrão competitivo do elenco. Chegaram ao clube o lateral-direito Fabiano, o zagueiro Brítez, o volante Walace e o meia argentino Tomás Pochettino. Em contrapartida, o Vitória reduziu o grupo com as saídas de Claudinho, Ronald, Kike Saverio, Renzo López, Pedro Henrique e Neris, enquanto Riccieli e Gabriel deixaram de fazer parte dos planos da comissão técnica.

Fábio Mota assegurou que a pausa durante a Copa do Mundo permitiu um período importante de treinamentos e revelou confiança em um time mais competitivo tanto no Barradão quanto longe de Salvador.

Patrocínios fortalecem o projeto

Além das questões esportivas, o presidente apresentou três importantes movimentos comerciais que fortalecem as finanças do clube:

  • Assinatura de contrato de cinco anos com a BaladaAPP;
  • Novo vínculo de um ano com a rede Supermercados BH;
  • Renovação da parceria com a Ambev por mais três temporadas.

O dirigente reconheceu que o Vitória ainda enfrenta dificuldades financeiras, mas afirmou que o clube segue cumprindo o planejamento e reduzindo gradualmente suas dívidas sem comprometer a competitividade.

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Base mantida e confiança no elenco

Entre os diversos assuntos abordados, Fábio Mota também descartou a intenção de negociar os principais jogadores do elenco nesta temporada. O presidente afirmou que Lucas Arcanjo, Erick, Ramon, Renê e Baralhas seguem nos planos da diretoria e reforçou que a prioridade é preservar a espinha dorsal da equipe.

Também garantiu tranquilidade ao torcedor sobre as mudanças na administração do estacionamento do Barradão, explicou que o novo telão será utilizado principalmente para exibir lances revisados pelo VAR e negou qualquer conhecimento sobre uma possível saída do coordenador das categorias de base, Ricardo Amadeu.

Ao final da entrevista, ficou a sensação de que o Vitória entra na segunda metade da temporada carregando menos ilusões e mais planejamento. Porque, no futebol, a esperança emociona. Mas é a organização que costuma decidir quem permanece de pé quando termina o campeonato.

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