Barradão lotado, vantagem Colossal, rival ferido e uma taça à espera. Vitória e Fortaleza entram em campo neste sábado para decidir quem escreverá o último capítulo do Nordestão de 2026.
Vitória e Fortaleza disputam neste sábado, às 16h, no Barradão, o segundo e decisivo confronto da final da Copa do Nordeste. Depois de vencer por 2 a 1 no Castelão, o Rubro-Negro Colossal joga pelo empate diante de mais de 30 mil torcedores. O Fortaleza, por sua vez, chega à capital baiana carregando a obrigação de vencer para manter vivo o sonho do título regional.
O estádio estará lotado. Os ingressos desapareceram ainda no início da semana. Não há mais espaço para dúvidas, cálculos ou previsões. Existe apenas a tensão que antecede as grandes decisões. Aquele silêncio estranho que invade as arquibancadas poucos minutos antes da bola rolar. Aquele instante em que cada torcedor imagina o futuro e teme o pior.
A vantagem rubro-negra
O Vitória chega à decisão sustentado por números e pela própria confiança. No jogo de ida, o time de Jair Ventura sofreu, reagiu e virou a partida diante do Fortaleza. O resultado colocou o Leão da Barra a noventa minutos de mais uma conquista nordestina.
Mas o futebol não costuma respeitar estatísticas. Ele se diverte justamente quando destrói certezas. Ainda assim, o retrospecto rubro-negro impressiona. O Barradão transformou-se numa fortaleza particular. São nove partidas de invencibilidade diante da torcida e uma sequência de vitórias que alimenta a esperança dos torcedores.
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Jair Ventura deve repetir praticamente a mesma formação que venceu no Ceará. A principal notícia é a recuperação de Caíque Gonçalves, que treinou normalmente após deixar o primeiro jogo reclamando de dores na costela. A expectativa é de que o volante esteja à disposição para a decisão.
CANAL VITÓRIA EM DESTAQUE
Provável escalação do Vitória
Lucas Arcanjo; Edenilson, Cacá, Luan Cândido e Ramon; Caíque Gonçalves, Emmanuel Martínez e Zé Vitor; Erick, Matheuzinho e Renê.
Os desfalques seguem sendo um problema para Jair Ventura. Claudinho não está inscrito na competição. Já Rúben Ismael e Mateus Silva permanecem em transição física. Nathan Mendes, Gabriel Baralhas, Riccieli, Camutanga, Edu, Dudu e Anderson Pato continuam entregues ao departamento médico.
O Fortaleza que se recusa a desistir
Do outro lado estará um Fortaleza ferido. E times feridos costumam ser perigosos. A equipe de Thiago Carpini desembarca em Salvador sabendo que precisa desafiar a lógica, o retrospecto e uma arquibancada inteira.
Existe, porém, uma memória que alimenta a esperança tricolor. Na semifinal desta mesma Copa do Nordeste, o Fortaleza precisou reverter uma desvantagem contra o Sport. Foi até Recife, venceu por 2 a 0 e avançou. O roteiro da superação ainda está vivo na lembrança dos jogadores.
A principal novidade é o retorno de Miritello, vice-artilheiro da equipe na competição, que cumpriu suspensão no primeiro jogo da final. Seu retorno devolve força ao ataque e aumenta o poder ofensivo dos cearenses.
Provável escalação do Fortaleza
João Ricardo; Brítez, Luan Freitas e Lucas Gazal; Maílton, Maurício Mucuri, Lucas Sasha, Ryan e Vitinho; Luiz Fernando e Miritello.
O técnico Thiago Carpini não poderá contar com Ronald e Rodrigo, ambos suspensos. Também seguem fora Tomás Cardona e Matheus Rossetto, entregues ao departamento médico.
A arbitragem e o fantasma das decisões
A arbitragem ficará sob responsabilidade de Rodrigo José Pereira de Lima, de Pernambuco. Em finais, todo apito carrega um peso diferente. Um cartão parece mais pesado. Um impedimento parece mais longo. Um pênalti parece eterno. A verdade é que ninguém se lembra dos árbitros quando tudo termina bem. Mas basta um erro para que eles se tornem protagonistas involuntários de uma história que jamais deveria lhes pertencer.
Quando a bola decidir o destino
Nelson Rodrigues dizia que o futebol não é uma questão de vida ou morte. É muito mais importante do que isso. Talvez fosse exagero. Talvez não fosse.
Neste sábado, quando a bola rolar no Barradão, pouco importará quem era favorito, quem tinha melhor campanha ou quem carregava a vantagem do placar. O futebol costuma ser cruel com os excessivamente confiantes e generoso com aqueles que persistem.
O Vitória está a um empate do título. O Fortaleza está a uma vitória da redenção. Entre um sonho e outro existe apenas um campo de futebol, noventa minutos e a velha imprevisibilidade que faz deste esporte uma paixão impossível de explicar.
Quando o árbitro apitar pela última vez, alguém levantará a taça. E alguém voltará para casa carregando apenas o peso daquilo que poderia ter sido.





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