Sob chuva e em pleno feriado de Corpus Christi, elenco rubro-negro retomou os treinamentos visando o duelo decisivo contra o Fortaleza.
Debaixo de chuva, entre o silêncio das orações e o peso da responsabilidade, o Rubro-Negro voltou ao trabalho pensando na taça da Copa do Nordeste.
Era feriado de Corpus Christi. Enquanto muita gente procurava abrigo, descanso ou contemplação, o Vitória buscava outra espécie de redenção: a conquista de um título. A chuva caiu sobre Salvador como quem lembrava aos homens uma velha verdade. A glória nunca vem sem sacrifício.
No Centro de Treinamento Manoel Pontes Tanajura, a reapresentação aconteceu às três da tarde. O ambiente era de concentração absoluta. Afinal, o Leão da Barra chega ao jogo de volta da final trazendo uma vantagem preciosa conquistada longe de casa. Depois de vencer o Fortaleza por 2 a 1 no Castelão, basta um empate diante da torcida para levantar o hexacampeonato nordestino.
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Mas o futebol não respeita favoritismos. O futebol é uma criatura caprichosa. Hoje oferece flores, amanhã distribui espinhos. Por isso, ninguém ali se permitiu qualquer relaxamento. A comissão técnica separou os jogadores em grupos distintos. Os titulares da vitória em Fortaleza ficaram encarregados da recuperação física. Academia, crioterapia, banheira aquecida e massagens. O corpo precisava ser tratado com o mesmo cuidado dedicado a uma peça rara.
Enquanto isso, os demais atletas seguiram para o campo. Primeiro, a pré-ativação física. Depois, o gramado molhado pela chuva baiana recebeu aqueles que ainda buscavam provar seu valor. Sob o comando do preparador físico Juninho Nogueira, os exercícios de coordenação abriram a sessão.
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Em seguida veio a bola, essa senhora imprevisível que constrói heróis e fabrica tragédias. Houve dinâmica de passes, trabalhos de posse e atividades em campo reduzido. Tudo supervisionado por Jair Ventura e sua comissão técnica, que observavam cada movimento como quem examina os detalhes de uma obra prestes a ser concluída.
No Barradão, sábado, não haverá espaço para distrações. A vantagem existe, mas é frágil como cristal. O Fortaleza chegará disposto a desafiar o destino. O Vitória, por sua vez, tentará transformar o apoio de sua torcida em combustível para mais uma noite histórica.
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Antes do encerramento das atividades, os jogadores ainda participaram de cobranças de pênaltis. Dois chutes para cada atleta. Dois testes de nervos. Dois lembretes de que finais costumam ser decididas nos detalhes. Os goleiros permaneceram em campo para um treinamento complementar sob a orientação de Itamar Ferreira e Paulo Musse.
E assim terminou mais um capítulo da preparação rubro-negra. Debaixo da chuva, o Vitória segue sua caminhada. Porque o futebol, como a própria vida, não recompensa apenas os talentosos. Recompensa os que suportam a tempestade enquanto continuam avançando.
Agora resta o último ato. O Barradão será palco. A torcida será personagem. Os jogadores serão protagonistas. E a taça, silenciosa e distante, aguardará para descobrir quem terá coragem suficiente para buscá-la.



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