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Vitória Chega à Semifinal com Vantagem Invisível

Rubro-Negro é o único semifinalista do Baianão 2026 que teve semana livre antes do confronto decisivo contra o Jacuipense


Jair Ventura com o elenco do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Jair Ventura com o elenco do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Por Redação — Salvador | 28 de fevereiro de 2026


O Vitória entra em campo neste domingo, às 17h, no Barradão, carregando uma vantagem que não aparece na súmula: foi o único semifinalista do Campeonato Baiano a ter uma semana inteira de preparação para o confronto.

No futebol, o descanso também é arma. Enquanto os rivais atravessavam aeroportos, enfrentavam decisões por pênaltis e colecionavam tensão, o Vitória respirava. Treinava. Ajustava. Silenciava.

A última vez que o Rubro-Negro pisou no gramado foi no domingo passado, na Vitória por 3 a 0 sobre o Galícia, no Barradão. Desde então, seis dias inteiros separaram o time de Jair Ventura da semifinal contra o Jacuipense.

O adversário não teve o mesmo privilégio. O Jacuipense entrou em campo na quarta-feira pela Copa do Brasil e avançou nos pênaltis diante do Ceilândia. Chega ao Barradão com apenas três dias de intervalo. Metade do tempo. Metade do fôlego.

Do outro lado da chave, também não houve repouso. Bahia e Juazeirense atuaram no meio da semana. O time de Itinga venceu o O’Higgins por 2 a 1, mas caiu nos pênaltis na fase preliminar da Libertadores. O Cancão também foi eliminado nas penalidades, na Copa do Brasil, diante do Capital.

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Tempo para dúvidas e testes

Se o corpo descansou, a cabeça trabalhou. A semana livre ofereceu a Jair Ventura algo raro: tempo para pensar. Nos últimos dois jogos, o treinador abandonou o esquema com três zagueiros e testou variações do 4-3-3.

Contra o Bahia de Feira, na Vitória por 1 a 0, apostou em três volantes — Caíque, Gabriel Baralhas e Emmanuel Martínez — para endurecer o meio. Já diante do Galícia, substituiu Caíque por Aitor Cantalapiedra e reorganizou o setor com dois meias de contenção sustentando Matheuzinho e o trio ofensivo.

A defesa segue como enigma. Edenilson, o jovem improvisado na zaga, teve atuação segura e disputa vaga com Neris e Edu, recém-recuperado. Camutanga, este sim, parece cláusula pétrea da escalação.

Neste sábado, Jair Ventura comanda o último treino antes do duelo. No domingo, às 17h, o Barradão não medirá apenas talento. Medirá resistência. Medirá estratégia. Medirá quem soube usar melhor o tempo — esse adversário invisível que, às vezes, decide campeonatos.

O Vitória chega inteiro. E no mata-mata, estar inteiro pode ser meio caminho para sobreviver.

Fontes: Informações oficiais do Esporte Clube Vitória; dados das competições nacionais (CBF); apuração da Redação. Atualizado em 28 de fevereiro de 2026.


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