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Jair Ventura prega calma após pênalti perdido por Marinho

Técnico do Vitória pede “carinho” com o camisa 7, projeta semifinal contra o Jacuipense e admite limitações financeiras e de elenco às vésperas do mata-mata

Jair Ventura em entrevista coletiva no Vitória — Foto: Gabrielle Gomes / ge
Jair Ventura em entrevista coletiva no Vitória — Foto: Gabrielle Gomes / ge

Por Redação — Salvador, 23 de fevereiro de 2026

Após a vitória por 3 a 0 sobre o Galícia e a confirmação da vice-liderança do Campeonato Baiano, o técnico Jair Ventura adotou um tom sereno diante do pênalti desperdiçado por Marinho e pediu cautela no julgamento do atacante. “É um ídolo. Vamos tratar com carinho”, afirmou o treinador, já mirando o confronto semifinal contra o Jacuipense.

O Vitória cumpriu o protocolo do futebol: venceu, avançou e assegurou o mando de campo na semifinal. Mas na entrevista coletiva, o foco não esteve apenas nos gols de Erick, Aitor Cantalapiedra e Matheuzinho. Pairava no ar a cobrança perdida por Marinho — símbolo de um jogador que ainda busca reencontrar sua melhor versão.

“O Marinho é um ídolo. Infelizmente não conseguiu fazer o gol de pênalti. Mostra que ele ainda não está no seu melhor momento, mas é um ídolo e vamos tratar com carinho”, declarou Ventura. 

O treinador explicou que tem preservado o atacante de maiores desgastes físicos, posicionando-o mais próximo da área para recuperar confiança e eficiência.

A vitória colocou o Vitória na segunda colocação da fase classificatória, com 16 pontos em nove jogos, atrás apenas do Bahia. O próximo desafio será contra o Jacuipense, adversário que, segundo Ventura, mudou completamente em relação ao empate sem gols da primeira fase.

“Muda 1000%. Era início de temporada. Agora é outro momento, outra preparação”, afirmou o técnico, lamentando ainda a impossibilidade de inscrever novos jogadores na reta decisiva, como o atacante Diego Tarzia. “Isso é ruim para o espetáculo. Ganha todo mundo quando os grandes jogadores estão em campo.”

COLETIVA DE IMPRENSA

 

Improviso e elenco

Sem centroavantes disponíveis, Ventura optou por escalar Osvaldo como referência ofensiva. A escolha, segundo ele, foi estratégica. 

“Nossos noves estão machucados. O Osvaldo já fez essa função em outros clubes, oferece mais triangulações. Gostei muito.”

Pedro Henrique busca melhor forma, Renzo retorna de lesão e Kayzer também esteve fora. A escassez abriu espaço para experimentos. “Quem entra bem vai ganhando minutagem”, explicou o treinador.

O meio-campo, com Martínez, Baralhas e Matheuzinho, recebeu elogios. Ventura destacou a importância de ter alternativas, ainda que reconheça limitações financeiras para reforços. “Estamos no limite da grana. Todo treinador quer contratar, mas temos nossa realidade.”

Lesões, decisões e futuro

Camutanga preocupa após sentir incômodo. Jamerson teve minutagem controlada. Edenílson voltou ao time por estratégia específica. “Só quem tem vaga cativa aqui é nossa torcida”, afirmou Ventura, reforçando que a fase de testes terminou.

Questionado sobre um possível confronto futuro contra o Botafogo no Nilton Santos, o técnico adotou prudência, mas não escondeu o vínculo emocional com o clube carioca, onde trabalhou por uma década. “Sou quem eu sou por causa do Botafogo.”

Agora, o foco é exclusivo: semifinal no Barradão. “Momento decisivo. Vamos com os melhores para vencer.”

Fonte: Entrevista coletiva de Jair Ventura após Vitória 3 x 0 Galícia — Campeonato Baiano 2026, Estádio Barradão, Salvador. Dados da partida e declarações registradas pela Redação do ge em 22 de fevereiro de 2026.

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