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Jair Ventura Chega ao Jogo 400: Entre Rótulos e a Busca pela Longevidade no Vitória

Treinador rubro-negro completa 400 jogos na carreira nesta quarta-feira, contra o Bahia de Feira

Jair Ventura, técnico do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória
Jair Ventura, técnico do Vitória — Foto: Victor Ferreira / EC Vitória

Salvador: Jair Ventura, o "bombeiro" do futebol brasileiro, chega a 400 jogos como técnico nesta quarta-feira, diante do Bahia de Feira, carregando a sina de salvar times do rebaixamento e a esperança de provar que pode ser mais do que rótulos.

Salvador – Chegou o dia. Jair Ventura, 46 anos, técnico do Vitória, cruza o número simbólico: 400 partidas à frente de clubes brasileiros. De Botafogo a Avaí, passando por Corinthians, Santos e Atlético-GO, o treinador carrega no semblante a marca do "bombeiro" – aquele que chega, apaga incêndios, e, muitas vezes, desaparece no apagar das luzes. No Barradão, contra o Bahia de Feira, não se trata apenas de um jogo: é o teste do legado, da estabilidade e da paciência do futebol.

“Vou fazer 400 jogos na carreira e já joguei de diversas maneiras. Com dois atacantes, com falso nove, com um zagueiro. Não se prendam ao sistema, a gente vai por momentos do jogo”, comentou Jair, após a derrota contra o Flamengo, lembrando que sua trajetória é feita de improvisos e adaptações.

O caminho de um bombeiro

  • Botafogo (2016-2017): 99 jogos
  • Santos (2018): 38 jogos
  • Corinthians (2018): 19 jogos
  • Sport (2020-2021): 39 jogos
  • Chapecoense (2021): 14 jogos
  • Juventude (2021-2022 e 2024): 34 jogos
  • Goiás (2022 e 2025): 60 jogos
  • Atlético-GO (2023 e 2024): 50 jogos
  • Avaí (2025): 27 jogos
  • Vitória (2025-2026): 19 jogos
  • Total: 399 jogos (até 16/02/2026)

NOTÍCIAS DO DEPARTAMENTO MÉDICO 

Formado em Educação Física, Jair começou no Botafogo como auxiliar, e logo se viu catapultado às manchetes: salvou o time da zona de rebaixamento e o levou à Libertadores. Mas o sucesso, embora promissor, sempre veio com prazo de validade. O rótulo de bombeiro consolidou-se em 2020, no Sport, repetido em Juventude, Goiás e agora no Vitória.

Busca por longevidade

Na carreira, poucos clubes lhe deram mais de uma temporada completa. No Botafogo, terminou duas temporadas consecutivas. Em outros clubes, a estabilidade foi efêmera: despedidas prematuras marcaram 2020 no Sport, 2021 no Juventude e 2024 no Atlético-GO. Agora, em Salvador, Jair busca escrever um capítulo longo e consistente.

Vitória e o desafio de 2026

Depois de salvar o time do rebaixamento em 2025, Jair Ventura encara uma temporada de menos sofrimento, mas não de menor exigência. O início do Campeonato Brasileiro traz altos e baixos: vitória sobre o Remo, goleada sofrida para o Palmeiras e derrota para o Flamengo, mas com sinais de evolução. No Campeonato Baiano, o Rubro-Negro ocupa a quarta posição após cinco jogos.

O Vitória de Jair Ventura mantém identidade clara: linha de cinco defensores, compactação e força aérea. Mas ainda padece na criação ofensiva. Com 50,8% de aproveitamento, o treinador precisa mostrar que pode ser mais do que um bombeiro: precisa ser um arquiteto do próprio destino. Amanhã, às 19h15, no Barradão, o jogo não é apenas contra o Bahia de Feira – é contra os fantasmas da instabilidade e a própria sombra do passado.

Fontes: EC Vitória 

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