Recuperado de grave lesão, lateral-esquerdo revive o trauma, fala em renascimento e pode voltar a campo na estreia do Rubro-Negro em 2026
![]() |
| Jamerson durante entrevista ao Globo Esporte Bahia — Foto: Reprodução/TV Bahia |
Salvador — O dia 12 de junho de 2025 não terminou quando o juiz apitou o fim do jogo. Para Jamerson, ali começou um outro campeonato — invisível, solitário e cruel. Diante do Cruzeiro, no auge da própria confiança, o lateral-esquerdo do Vitória caiu. O tornozelo direito rompeu ligamentos, o corpo pediu cirurgia e a alma, silêncio.
Foram sete meses fora de cena. Sete meses em que o futebol virou lembrança, e o gramado, uma fotografia distante. Agora, recuperado, Jamerson se prepara para voltar justamente onde tudo recomeça: na estreia do Vitória em 2026, contra o Atlético de Alagoinhas, pelo Campeonato Baiano.
Em entrevista ao Globo Esporte Bahia, o lateral revelou que a maior batalha não foi física, mas emocional. A dor não estava apenas no tornozelo, mas na memória.
“A parte mais difícil é o mental. Quando eu vejo o lance, praticamente aquele Jamerson morreu. Agora estou tentando ser um novo Jamerson.”
O processo de recuperação exigiu mais do que paciência. Jamerson precisou passar por duas cirurgias, abdicar de férias e se submeter diariamente a exercícios de mobilidade. O tornozelo responde, ainda que não esteja completamente livre. Mas o corpo voltou a obedecer — e isso, no futebol, já é esperança.
![]() |
| Jamerson durante recuperação |
O clube ofereceu suporte total. A família virou abrigo. O filho, âncora. E os companheiros, espelho. No isolamento forçado, Jamerson aprendeu que o jogador não é só o que corre, mas também o que espera.
O retorno será cauteloso. No Baiano, competição em que o Vitória utilizará equipe alternativa, o lateral deve atuar poucos minutos — 10, talvez 20. Nada de heroísmos. O corpo pede respeito.
Com contrato renovado até o fim de 2026, Jamerson projeta uma temporada sem sobressaltos e com aquilo que o futebol, às vezes, esquece de oferecer: alegria.
“Só quero ser feliz e jogar futebol, sem desconforto.”
No Vitória, clube acostumado a sobreviver entre quedas e renascimentos, Jamerson volta não como promessa, mas como testemunho. O tornozelo caiu. O homem ficou. E voltou.
Fonte: ge / Globo Esporte Bahia
Fotos: Victor Ferreira / EC Vitória | TV Bahia | Premiere



0 Comentários