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Após empréstimo, Gabriel reencontra o Vitória mais valorizado, assume a disputa no gol e mira uma Série A segura

Com Lucas Arcanjo lesionado e Thiago Couto fora de cena, Gabriel retorna ao Vitória mais vivido, valorizado e diante da chance de escrever uma nova história na Série A.

Goleiro Gabriel Vasconcelos

Salvador — O futebol, como a vida, não gosta de improvisos, mas adora ironias. Após seis meses longe do Barradão, Gabriel Vasconcelos reaparece no Vitória em circunstâncias que beiram o drama clássico: o titular cai, o reserva parte, e o goleiro que foi embora retorna não como promessa, mas como necessidade.

Contratado em meio à expectativa da saída de Lucas Arcanjo para o Fluminense, Gabriel viu o roteiro mudar abruptamente. A negociação fracassou, Arcanjo permaneceu, e o goleiro de 33 anos foi enviado ao Sport, como quem sai pela porta dos fundos, mas levando consigo a chave da sobrevivência: minutos em campo.

No Recife, encontrou um time à beira do colapso e um campeonato ingrato. O rebaixamento veio, mas Gabriel saiu ileso do tribunal da crítica. Jogou, resistiu, acumulou números e, sobretudo, recuperou o valor simbólico que só o jogo contínuo devolve a um goleiro. No futebol, ninguém é lembrado pelo silêncio do banco.

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Agora, de volta ao Vitória, o cenário é outro. Lucas Arcanjo se recupera de cirurgia no joelho, Thiago Couto deixou o clube, e a baliza rubro-negra aguarda um guardião temporário — ou definitivo. Gabriel deve iniciar o Campeonato Brasileiro como titular, enquanto Yuri Sena surge como alternativa imediata.

A concorrência, diz Gabriel, é inevitável e saudável. Amizade fora de campo, disputa dentro das quatro linhas. Não há vilões nem heróis antecipados. Há apenas a camisa pesada do Vitória, que exige entrega e não tolera vaidades. No gol, a solidão é democrática.

Para 2026, o goleiro evita promessas individuais. Fala como quem conhece o abismo da Série A: primeiro permanecer, depois sonhar. O objetivo é um campeonato sólido, sem delírios, sustentado por regularidade. Nos torneios regionais e nacionais, o discurso é o mesmo — brigar sempre, respeitar nunca.

Gabriel retorna ao Vitória não como salvador, mas como homem comum diante de um destino extraordinário. No futebol, os fatos não pedem licença. Eles acontecem. E quem estiver de pé, joga.

Fonte: apuração a partir de entrevista ao ge.globo e informações oficiais do Esporte Clube Vitória.

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