Rubro-Negro precisa de mais 12 pontos em 11 rodadas para repetir pontuação que garantiu permanência na Série A em 2025
O Campeonato Brasileiro começa a entrar naquela fase em que cada ponto ganha o peso de uma sentença. Para o Vitória, a matemática já tem nome, número e urgência: 45 pontos. Depois de 27 rodadas, o Rubro-Negro soma 33 e precisa buscar mais 12 nas últimas 11 partidas para alcançar a marca que serviu de salvação na temporada passada.
O Vitória ocupa atualmente a 12ª colocação e tem cinco pontos de vantagem sobre o Vasco, primeiro clube dentro da zona de rebaixamento. A distância existe, mas o futebol brasileiro tem dessas ironias: cinco pontos podem parecer uma avenida num domingo tranquilo e, poucos jogos depois, virar uma rua estreita.
A matemática da sobrevivência
Segundo projeção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Vitória aparece neste momento com 6,4% de possibilidade de rebaixamento. A mesma projeção mostra como alguns pontos podem alterar consideravelmente o cenário.
- 43 pontos: 20% de possibilidade estimada de rebaixamento;
- 44 pontos: 7,1%;
- 45 pontos: 1,8%.
É uma diferença pequena na tabela e enorme na matemática. Entre 43 e 45 pontos, segundo a projeção, existe uma mudança expressiva na possibilidade estimada de queda. Por isso, os 12 pontos que faltam ganharam a aparência de um daqueles números que passam a perseguir um time até a última rodada.
E 45 não é um número escolhido ao acaso. É uma espécie de fantasma conhecido pelo Vitória. Em 2025, o clube terminou o Brasileirão justamente com 45 pontos, na 15ª colocação, e garantiu a permanência na Série A.
Naquele campeonato, o Internacional terminou logo atrás, com 44 pontos. O Ceará fechou a competição em 17º, com 43, tornando-se o primeiro integrante da zona de rebaixamento. O passado, agora, reaparece como referência para o presente.
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Quatro vitórias podem mudar a história
A conta ganhou forma justamente nos dois últimos compromissos. O Vitória venceu o Grêmio por 1 a 0, no Barradão, e depois empatou em 2 a 2 com o Mirassol, fora de casa. Foram quatro pontos que levaram o Rubro-Negro aos atuais 33.
Agora restam 11 jogos. Na matemática mais direta, quatro vitórias seriam suficientes para levar o Vitória aos 45 pontos, mesmo que não consiga pontuar nos outros sete confrontos. No papel, parece simples. No gramado, nunca é.
O presidente Fábio Mota já havia falado sobre essa pontuação antes mesmo do confronto com o Grêmio. Na ocasião, o dirigente afirmou que cálculos apresentados por matemáticos apontavam 44 pontos como uma marca suficiente para evitar o rebaixamento. Também ressaltou a importância de aproveitar os jogos no Barradão.
Seis jogos no Barradão
O calendário oferece ao Vitória uma espécie de convite à reação: seis das 11 partidas restantes serão disputadas no Barradão. E o próximo capítulo já tem data marcada.
No domingo, 20 de setembro, às 16h, o adversário será o Cruzeiro. Depois da Data Fifa, o Vitória ainda receberá Chapecoense, Athletico-PR, Fluminense, RB Bragantino e Santos.
Jogos restantes no Barradão
- Cruzeiro
- Chapecoense
- Athletico-PR
- Fluminense
- RB Bragantino
- Santos
Cinco jogos longe de Salvador
Fora de casa, o Vitória terá cinco compromissos:
- São Paulo
- Corinthians
- Coritiba
- Internacional
- Vasco
É justamente longe de Salvador que mora uma das grandes questões desta reta final. A pontuação precisa crescer, mas o Vitória terá cinco oportunidades fora de casa para tentar arrancar pontos que podem ser decisivos na conta final.
CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO
A porta da Sul-Americana também está aberta
A história do Vitória neste Brasileirão, porém, não se resume à luta contra a parte de baixo da tabela. Enquanto uma mão faz contas para afastar o medo, a outra ainda pode alcançar uma ambição continental.
Segundo a projeção da UFMG, o Rubro-Negro tem atualmente 41% de chances de terminar o campeonato dentro da faixa de classificação para a Copa Sul-Americana de 2027.
Pela configuração considerada na projeção, os clubes que terminarem o Brasileirão entre a sexta e a 11ª posições garantem vaga na competição continental. O Vitória está em 12º. Ou seja: a distância para a Sul-Americana também está desenhada na tabela.
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Onze jogos, duas histórias
Eis o curioso drama do Vitória: os mesmos 11 jogos que podem representar uma luta pela permanência também podem alimentar o sonho de chegar à América do Sul. De um lado, os 45 pontos como referência de segurança. Do outro, a possibilidade de subir algumas posições e alcançar uma vaga continental.
O número mágico está lançado: 12 pontos. O caminho, porém, não cabe numa calculadora. Terá 11 partidas, seis delas diante da torcida rubro-negra e cinco longe de Salvador. Terá pressão, esperança, medo, ambição e aquela velha crueldade do futebol: quando a bola rola, nenhuma estatística consegue jogar pelo Vitória.




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