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Vitória 3, Galícia 0 — E o Barradão Testemunhou

Com gols de Erick, Aitor e Matheuzinho, o Leão confirma a vice-liderança do Campeonato Baiano e assegura o mando de campo na semifinal; Marinho perde pênalti e adiciona drama à tarde rubro-negra

Matheuzinho comemora gol marcado pelo Vitória no Barradão (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)
Matheuzinho comemora gol marcado pelo Vitória no Barradão (Foto: Victor Ferreira / EC Vitória)

Por Redação — Salvador, 22 de fevereiro de 2026

Salvador — O Vitória venceu o Galícia por 3 a 0, confirmou a vice-liderança da primeira fase do Campeonato Baiano e garantiu o direito de decidir em casa na semifinal. Mas no Barradão não houve apenas futebol: houve tensão, redenção e um pênalti perdido que pairou como presságio.

O placar é simples. Três a zero. Encerrado. Porém, sob a superfície matemática, existia um jogo mais profundo. O Vitória entrou em campo carregando o peso de uma campanha irregular, a obrigação de vencer e convencer, e a necessidade quase moral de não decepcionar sua própria torcida.

Rumo à semifinal

Com o resultado, o time comandado por Jair Ventura chegou aos 16 pontos em nove partidas e terminou a fase classificatória na segunda posição, atrás apenas do Bahia, que somou 23. A colocação garante ao Leão o mando de campo no primeiro confronto do mata-mata — vantagem que, no Barradão, assume contornos quase espirituais.

O Galícia, por sua vez, encerrou a competição com nove pontos e assegurou permanência na elite estadual. Derrotado, mas salvo.

Primeiro tempo

Desde o apito inicial, o Vitória impôs domínio territorial e psicológico. Foram 59% de posse de bola, 572 passes trocados, 88% de precisão. O Galícia se defendia como podia, esperando um erro que não vinha.

Erick, perseguido por um jejum de 21 partidas sem marcar, parecia carregar um fardo invisível. Até que a jogada nasceu pela esquerda: Matheuzinho encontrou Aitor, que cruzou com precisão. Na marca do pênalti, Erick finalizou. Gol. O grito que saiu das arquibancadas tinha algo de libertação.

O Galícia tentou responder em chutes de Tiaguinho e investidas de Lucas Araújo, mas Lucas Arcanjo foi pouco exigido. O controle era rubro-negro.

Segundo tempo

Se havia qualquer dúvida sobre o desfecho, ela foi dissolvida nos primeiros minutos da etapa final. Aos quatro, Aitor ampliou. Aos cinco, Matheuzinho marcou o terceiro. Dois golpes rápidos que transformaram a tensão em superioridade evidente.

O Vitória ainda buscou ampliar. Finalizou 21 vezes contra apenas seis do adversário. Criou, pressionou, insistiu. E então veio o instante dramático: pênalti para o Leão.

Marinho, em busca do primeiro gol desde o retorno, assumiu a responsabilidade. Correu. Bateu. Rafael defendeu. O goleiro do Galícia, responsável por 12 defesas na partida, frustrou o atacante e impediu que a tarde se tornasse perfeita.

Nos minutos finais, o Vitória administrou. O árbitro encerrou aos 48 minutos do segundo tempo. Fim de jogo. Vitória 3, Galícia 0.

Mais que um resultado, o Leão saiu com uma afirmação: venceu, dominou e assegurou vantagem para a semifinal. Mas no futebol — como ensinaria um velho cronista — cada vitória carrega sua sombra. E no mata-mata, a sombra sempre cresce.

Ficha técnica: Campeonato Baiano 2026, 9ª rodada — Estádio Barradão, Salvador.
Gols: Erick, Aitor e Matheuzinho.
Posse de bola: 59% Vitória, 41% Galícia.
Finalizações: 21 a 6.
Classificação final da fase: 1º Bahia (23 pontos), 2º Vitória (16 pontos).


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